Piratas somalis sequestram navio pesqueiro iraniano com 23 tripulantes
Embarcação foi capturada no litoral da Somália, levantando alertas sobre o uso do navio como base para novos ataques a rotas comerciais.
Pontos principais
- O pesqueiro iraniano Azini foi sequestrado por volta das 9h UTC de 29 de outubro, no litoral nordeste da Somália.
- A embarcação transportava 21 tripulantes iranianos e dois guardas somalis.
- A ação ocorreu entre as cidades costeiras de Bandar Bayla e Hafun.
- O MSCIO alerta que o navio pode ser usado como navio-mãe para novos ataques e que a segurança da tripulação é desconhecida.
- Na atualização 01 do alerta, a última posição informada foi 09°47'N 055°45'E, aproximando-se de uma rota de tráfego marítimo.
- O incidente marca um ressurgimento da pirataria na região, com seis navios sequestrados desde abril.
Um grupo de 12 piratas somalis sequestrou o navio pesqueiro iraniano Azini na quinta-feira, entre as cidades costeiras de Bandar Bayla e Hafun, no litoral da Somália. A embarcação contava com 23 pessoas a bordo, sendo 21 tripulantes iranianos e dois guardas de segurança somalis. O evento ocorre em um momento de instabilidade na segurança marítima da região, que já registrou o sequestro de seis navios comerciais entre abril e agosto deste ano.
O Centro de Segurança Marítima do Oceano Índico da União Europeia (MSCIO) recomenda vigilância redobrada, e a Operação Atalanta investiga o caso. A situação é acompanhada com preocupação por autoridades internacionais, que observam um ressurgimento da pirataria somali em meio a um cenário global já tensionado por conflitos no Estreito de Hormuz e ameaças de rebeldes houthis no Iêmen.
