Histórico fiscal de Rafael Fonteles no Piauí apresenta resultados mistos
Cotado para o Ministério da Fazenda do Brasil, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, reduziu a dívida em relação à receita quando comandou a Fazenda estadual, mas registra déficits primários recorrentes.
Pontos principais
- Rafael Fonteles foi secretário da Fazenda do Piauí entre 2015 e 2022.
- Nos relatórios do governo estadual enviados ao Siconfi, o Piauí registra déficit primário em 2016 (R$ 214,1 milhões), 2018 (R$ 139,5 milhões), 2019 (R$ 993,6 milhões) e 2022 (R$ 1.173,1 milhões).
- Nos outros quatro anos de 2015 a 2022, houve superávit primário, o maior deles de R$ 1.824,3 milhões em 2020.
- Nos mesmos relatórios, a dívida consolidada líquida passou de R$ 5.545,1 milhões em 31/12/2021 para R$ 6.891,4 milhões no sexto bimestre de 2022.
- Desde 2023, o Piauí apresenta déficits primários anuais sob a gestão de Fonteles.
- A dívida estadual em relação à Receita Corrente Líquida voltou a subir e chegou a cerca de 63%.
- O secretário da Fazenda estadual, Emílio Júnior, diz que os déficits foram planejados para ampliar investimentos, principalmente em infraestrutura.
- O Piauí ficou em primeiro lugar no indicador de taxa de investimentos do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, do Centro de Liderança Pública.
O governador do Piauí, Rafael Fonteles, cotado para assumir o Ministério da Fazenda do Brasil no governo Lula, apresenta um histórico fiscal com resultados divergentes. Como secretário da Fazenda estadual, entre 2015 e 2022, ele reduziu a dívida em relação à Receita Corrente Líquida e levou o Estado à nota 'B' na Capacidade de Pagamento do Tesouro Nacional. Contudo, o resultado primário alternou superávits e déficits, e a dívida em reais cresceu em 2022, último ano de sua gestão na pasta.
Parte dos investimentos do governo é financiada por operações de crédito. Segundo o secretário, a receita dessas operações não entra no resultado primário, mas a despesa entra, e isso aparece no resultado. O cenário levanta debates sobre a condução fiscal do político, que é visto como um dos nomes cotados para a equipe econômica federal.
