Binance retoma saques após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões
A Binance começou a reabrir saques em fases após o maior roubo da história das criptomoedas, atribuído pelo FBI à Coreia do Norte.
Pontos principais
- O ataque resultou no desvio de US$ 6,3 bilhões em ativos digitais.
- A Binance diz ter coberto com recursos próprios cerca de 95% do valor afetado, ante 90% no comunicado anterior.
- Os 5% restantes são tokens fora do top 10, menos líquidos, que levam mais tempo para ser adquiridos.
- O FBI atribui o roubo a hackers norte-coreanos, que converteram os ativos roubados em Ethereum.
- A primeira fase abre 15 redes, entre elas Bitcoin, Ethereum, BNB Smart Chain, Solana, XRP e Tron; as demais entram quando estiverem prontas.
- A Binance afirma que os saldos de BTC, ETH, USDT, BNB, SOL, USDC, XRP, USD1, RLUSD e ZEC estão 100% lastreados, conforme seu snapshot de prova de reservas.
- A Binance diz que usará o fundo SAFU, parte do fundo de seguro de futuros e o tesouro corporativo para repor os ativos.
- O relatório pós-incidente só será publicado ao fim da investigação.
A Binance começou a reabrir os saques de Bitcoin, Ethereum e BNB Smart Chain depois de um ataque cibernético que levou US$ 6,3 bilhões, o maior roubo já registrado em criptomoedas. A invasão foi detectada na quinta-feira, 29 de outubro, quando transações incomuns dispararam alertas e a corretora interrompeu as movimentações. A primeira fase estava marcada para o domingo, 1º de novembro, entre 6h e 9h (UTC), e os depósitos permaneceram abertos durante a suspensão.
A TRM Labs, que antes apontou hackers norte-coreanos, cita semelhanças técnicas com os ataques à Bybit e à KelpDAO, de abril de 2026. Ainda não está claro como o ataque ocorreu.
