Surto de ebola na República Democrática do Congo deixa 5.026 mortos
Na República Democrática do Congo, a epidemia causada pelo vírus Bundibugyo soma 5.026 mortes confirmadas, e o acompanhamento de contatos está em 84,5%, abaixo da meta de 95%.
Pontos principais
- Segundo o INSP da RDC, até 29 de outubro a epidemia somava 10.351 casos confirmados e 5.026 mortes, com letalidade de 48,6%.
- Nas 24 horas até 29 de outubro, foram 77 novos casos confirmados e 34 mortes: 20 em comunidades e 14 em centros de tratamento.
- A província de Ituri concentra 71,0% dos casos confirmados, seguida por Kivu do Norte, com 2.436.
- O acompanhamento de contatos ficou em 84,5% no dia, abaixo da meta de 95%, e em 68,6% na Tshopo, onde greve de profissionais de saúde e agressões às equipes atrapalham o trabalho.
- Em Ituri, 2.081 pessoas já receberam a vacina Ervebo em pesquisa sobre sua eficácia contra a Bundibugyo, estirpe sem vacina ou tratamento específico aprovado.
- Conflitos armados e resistência de parte da população dificultam a contenção.
- Casos foram registrados no Quênia, Nigéria e Uganda, ampliando o alcance geográfico.
O surto de ebola, declarado oficialmente em 15 de maio, já é o mais letal da história da República Democrática do Congo. Segundo o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), são 10.351 casos confirmados e 5.026 mortes confirmadas até 29 de outubro, com letalidade de 48,6%. Nas 24 horas anteriores, foram 77 novos casos e 34 mortes, 14 delas em centros de tratamento. A província de Ituri concentra 71,0% dos casos, seguida por Kivu do Norte, com 2.436.
Em Ituri, 2.081 pessoas já receberam a vacina Ervebo em uma pesquisa sobre sua eficácia contra a Bundibugyo, estirpe que não tem vacina ou tratamento específico aprovado. O acompanhamento de contatos ficou em 84,5% no dia, abaixo da meta de 95%, e em 68,6% na Tshopo, onde uma greve de profissionais de saúde e agressões às equipes atrapalham o trabalho. Conflitos armados em Ituri e a resistência de comunidades locais, que chegaram a atacar profissionais de saúde, também dificultam a resposta.
A propagação para o Quênia, a Nigéria e Uganda torna este o surto de maior alcance geográfico já registrado no continente africano. Segundo a OMS, um terço das vítimas morreu sem chegar a um centro de tratamento. Segundo o Africa CDC, cerca de 80% dos novos casos estão fora das cadeias de contatos monitoradas.
