Rendezvous Robotics capta US$ 20 milhões para espaçonaves modulares
A Rendezvous Robotics, de Golden (EUA), captou US$ 20 milhões para desenvolver espaçonaves modulares que se montam sozinhas em órbita, sem o limite de tamanho das coifas dos foguetes.
Pontos principais
- Rodada seed de US$ 20 milhões, a primeira precificada da empresa, com demanda acima da oferta; a avaliação não foi divulgada.
- Lideraram a rodada a MaC Venture Capital e a Toyota Ventures; também participaram a University of Michigan Endowment, a Astera, a Industrious Ventures, a Humbition e a NextView Ventures.
- Segundo a empresa, a coifa dos foguetes limita energia, computação, tamanho de antenas e dissipação de calor antes do lançamento; a proposta é lançar peças que se montam em órbita.
- A empresa descreve módulos hexagonais de cerca de um metro, com sensores e processamento próprios, que usam campos eletromagnéticos para se unir no vácuo.
- Em novembro de 2026, voos parabólicos testarão a atuação eletromagnética e a mobilidade dos módulos em microgravidade.
- Em dezembro de 2026, 32 módulos da quinta geração da TESSERAE devem se montar sozinhos em estrutura tridimensional na ISS, como demonstração final da pesquisa anterior.
- A missão orbital, não antes de abril de 2028, levará sete módulos independentes em carona reservada, sem foguete ou anfitrião divulgados.
- Gerações anteriores da TESSERAE voaram no New Shepard, da Blue Origin, e em duas missões à ISS.
- Os recursos vão para a próxima geração de naves, demonstrações em voo e ampliação da equipe.
- O CEO Joe Landon afirma que a tecnologia permitiria substituir peças danificadas em órbita; megawatts de potência e grandes antenas são apresentados como visão, não como capacidade demonstrada.
A Rendezvous Robotics, sediada em Golden, no Colorado (EUA), captou US$ 20 milhões em rodada seed liderada pela MaC Venture Capital e pela Toyota Ventures. Segundo a empresa, as coifas dos foguetes forçam escolhas entre energia, computação, antenas e dissipação de calor antes do lançamento; a proposta é lançar satélites em peças que se montam em órbita.
A tecnologia vem de quase uma década de pesquisa da TESSERAE, criada por Ariel Ekblaw no MIT e desenvolvida no Aurelia Institute, que ela fundou. Em novembro de 2026, voos parabólicos testarão a atuação eletromagnética dos módulos em microgravidade. Em dezembro, 32 módulos devem se montar sozinhos na Estação Espacial Internacional (ISS).
A missão orbital, não antes de abril de 2028, levará sete módulos independentes em carona reservada, sem foguete ou anfitrião divulgados. Eles devem se unir em uma nave, se separar e se remontar sem ajuda robótica externa. O CEO Joe Landon afirma que a tecnologia permitiria substituir peças danificadas em órbita; megawatts de potência e grandes antenas são visão, não capacidade demonstrada.
