Polícia britânica é criticada por ceder investigação a militares dos EUA
Documentos revelam que autoridades britânicas violaram acordo bilateral ao transferir caso de agressão sexual para a jurisdição americana.
Pontos principais
- O Ministério da Defesa do Reino Unido apontou falhas na conduta da polícia de Cambridgeshire.
- A investigação envolve o capitão americano Jacob Wulfson, acusado de agressão sexual contra uma cidadã britânica.
- A polícia local permitiu que militares dos EUA assumissem o controle do inquérito, contrariando termos de um acordo bilateral.
- O caso levanta questionamentos sobre a soberania jurídica e o tratamento de crimes cometidos por militares estrangeiros em solo britânico.
Documentos internos do Ministério da Defesa do Reino Unido revelaram que a polícia de Cambridgeshire agiu de forma indevida ao transferir a investigação de um caso de agressão sexual para as autoridades militares dos Estados Unidos. O episódio envolve o capitão Jacob Wulfson, acusado de atacar Sarah Steele em seu apartamento em Cambridge. Segundo as autoridades britânicas, a decisão da polícia local de permitir que a polícia militar americana assumisse o controle do inquérito violou diretamente os termos de um acordo bilateral estabelecido entre os dois países.
A transferência da jurisdição gerou críticas severas sobre o cumprimento dos protocolos de cooperação internacional. Especialistas apontam que a medida comprometeu a autonomia das autoridades britânicas na condução de crimes graves ocorridos em seu território. O caso reacende o debate sobre a influência das forças armadas americanas em bases estrangeiras e a necessidade de maior rigor no cumprimento de acordos que regem a responsabilidade legal de militares em solo britânico.
