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PAG assina acordo para comprar 51% da Evergrande Property Services

A PAG assinou contrato para comprar 51% da Evergrande Property Services por cerca de US$ 514 milhões; a conclusão depende de aprovação antitruste na China e leva a uma oferta obrigatória aos demais acionistas.

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29/10 às 21:31, atualizado 30/10 às 04:01

Pontos principais

  • A Everest Holdings I, controlada pela PAG, assinou em 28 de outubro contrato para comprar 5.515.229.000 ações, ou 51,016% da companhia.
  • O preço total é de HK$ 4.026.133.469,90 em dinheiro, pagos aos dois vendedores.
  • Os vendedores são a China Evergrande Group e a CEG Holdings, ambas em liquidação determinada pela Alta Corte de Hong Kong, representadas por liquidatários sem responsabilidade pessoal.
  • A China Evergrande Group vende 147.155.000 ações a HK$ 0,8359 cada; a CEG Holdings vende 5.368.074.000 ações a HK$ 0,7271 cada.
  • Em carta-acordo, a compradora paga RMB 500 milhões na conclusão, para tributos, custos de transação e passivos da CEG Holdings, com destinação a critério dela.
  • A conclusão depende da aprovação antitruste da SAMR, reguladora de mercado da China, e de outras condições; nenhuma estava cumprida no anúncio. O prazo final é 12 de fevereiro de 2027.
  • Na conclusão, a Goldman Sachs fará oferta obrigatória em dinheiro, sem mínimo de aceites, a HK$ 0,8359 por ação, 29,5% abaixo do fechamento de HK$ 1,185 em 28 de outubro.
  • Se todos os acionistas aceitarem, a oferta custará HK$ 4,43 bilhões, e a compradora diz que não elevará o preço.
  • A compradora pretende manter a listagem em Hong Kong e indicar novos diretores, ainda sem nomes definidos.

Os vendedores são duas empresas em liquidação judicial: a China Evergrande Group, desde janeiro de 2024, e a CEG Holdings, desde janeiro de 2025. Em anúncio conjunto à Bolsa de Hong Kong, a Everest Holdings I, veículo da PAG, e a Evergrande Property Services dizem que a venda seguiu um leilão competitivo conduzido pelos liquidatários, para realizar ativos em benefício dos credores.

A conclusão ainda depende de aprovação antitruste na China, e as duas companhias ressaltam que ela pode não acontecer. Se não acontecer, a oferta aos demais acionistas também não será feita.

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