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Lucro subjacente da BP sobe para US$ 8,46 bilhões no terceiro trimestre

A petroleira britânica BP teve lucro subjacente de US$ 8,46 bilhões no terceiro trimestre, puxado por margens de refino mais altas, mas o lucro atribuível aos acionistas, pelo critério IFRS, foi de US$ 4,70 bilhões.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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30/10 às 05:31, atualizado 09:15

Pontos principais

  • O lucro subjacente de custo de reposição, medida não-IFRS da BP, somou US$ 8,46 bilhões no terceiro trimestre, ante US$ 5,73 bilhões no segundo e US$ 2,21 bilhões um ano antes.
  • Pelo critério IFRS, o lucro atribuível aos acionistas foi de US$ 4,70 bilhões, ante US$ 1,16 bilhão no terceiro trimestre de 2025.
  • A diferença combina ganhos com estoques de US$ 1,60 bilhão, líquidos de impostos, e itens de ajuste de US$ 5,36 bilhões, que incluem impairments de US$ 4,0 bilhões, sobretudo em negócios de transição.
  • Frente ao segundo trimestre, a alta veio sobretudo de margens de refino realizadas significativamente maiores e do resultado de trading de gás e marketing.
  • A dívida líquida caiu para US$ 13,87 bilhões, ante US$ 22,25 bilhões no fim do segundo trimestre; a queda reflete geração de caixa mais forte, em parte compensada pelo resgate de US$ 1,0 bilhão em títulos híbridos perpétuos.
  • A venda do Castrol deve ser concluída em breve e destravar US$ 6 bilhões; a refinaria de Gelsenkirchen já foi vendida.
  • Para o quarto trimestre, a BP prevê produção afetada pela disrupção no Oriente Médio e margens de refino que seguem elevadas.

A petroleira britânica BP divulgou em Londres lucro subjacente de US$ 8,46 bilhões no terceiro trimestre, acima dos US$ 7,33 bilhões que analistas esperavam. Segundo a companhia, o resultado reflete um ambiente de preços e margens mais altos, marcado por volatilidade e interrupções no fluxo de comércio de energia.

Para o quarto trimestre, a BP prevê que a disrupção no Oriente Médio continue afetando a produção, e que as margens de refino sigam elevadas e sensíveis ao custo de suprimento. Estratégia de longo prazo e estrutura de capital ficam para 15 de dezembro, quando a empresa detalhará seus planos.

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