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Poluição por incêndios florestais causa 3.560 mortes na Indonésia

Segundo o CREA, a fumaça de incêndios florestais matou cerca de 3.560 pessoas na Indonésia em setembro de 2026, e as mortes totais por poluição do ar subiram 42% em relação a agosto.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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30/10 às 04:00, atualizado 11:02

Pontos principais

  • O CREA estima 5.310 mortes por poluição do ar em setembro (IC de 95%: 4.610 a 6.080), contra 3.740 em agosto.
  • Desse total, 3.560 vieram da fumaça de queimadas florestais e de solo (karhutla) e 1.750 de fontes não ligadas ao fogo, como energia, indústria e transporte.
  • Em quatro províncias de Kalimantan, a fumaça respondeu por 94% a 99% das mortes; em Java, de 73% a 80% vieram de fontes não ligadas ao fogo.
  • Cerca de 57,8 milhões de pessoas respiraram ar insalubre ou perigoso em setembro, recorde mensal e 40% acima do pico de agosto, segundo o CREA.
  • A média nacional de PM2,5 ponderada pela população subiu de 29 para 36 µg/m³, mais de sete vezes a diretriz anual da OMS (5 µg/m³), segundo o CREA.
  • O Ministério da Saúde da Indonésia registrou 333.470 casos de infecção respiratória aguda até 21 de outubro em sete províncias, com cerca de um quarto em crianças de até cinco anos.

O think tank Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA), sediado em Helsinque, trata os números como estimativas de exposição de curto prazo, ou seja, mortes ocorridas dias após o contato com a fumaça, e não como a carga crônica da poluição. Segundo o CREA, a temporada de incêndios começou em agosto e chegou ao pico em setembro, sob a seca associada ao El Niño. Em setembro, as queimadas em Kalimantan, Sulawesi e Papua superaram os recordes de 2015.

Na resposta do governo, o CREA aponta que o orçamento da agência nacional de desastres (BNPB) caiu 75% em 2026, e que o presidente Prabowo Subianto não havia decretado emergência nacional até a publicação. Autoridades argumentam que a capacidade regional não entrou em colapso completo. O CREA avalia que uma declaração exporia o país à responsabilidade por fumaça transfronteiriça e prejudicaria a confiança em exportações de óleo de palma e de celulose e papel.

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