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Bolsas europeias recuam com cautela sobre custos de infraestrutura de IA

O índice STOXX 600 caiu 0,36% nesta sexta-feira, pressionado por balanços corporativos e preocupações com os altos investimentos em inteligência artificial.

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Foto: Times Brasil
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30/10 às 08:45, atualizado 16:32

Pontos principais

  • O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou o pregão de sexta-feira (30) em 646,75 pontos, uma queda de 0,36%.
  • Resultados da Amazon revelaram um fluxo de caixa livre negativo de US$ 42,4 bilhões, impulsionado por investimentos em infraestrutura de IA.
  • O setor de tecnologia europeu liderou as perdas setoriais com retração de 2,75% no dia.
  • Dados econômicos divergentes marcaram a sessão, com o PIB da Alemanha crescendo 0,2% enquanto a economia francesa registrou retração de 0,1%.
  • Dirigentes do Banco Central Europeu sinalizaram a possibilidade de novos aumentos de juros para conter a inflação na zona do euro.

As bolsas europeias encerraram o pregão desta sexta-feira em queda, com o índice STOXX 600 fechando em 646,75 pontos. O desempenho negativo foi fortemente influenciado pelo setor de tecnologia, que recuou 2,75% em meio a preocupações globais sobre a sustentabilidade dos altos custos de infraestrutura voltados à inteligência artificial. O movimento foi catalisado pelos resultados trimestrais da Amazon, que reportou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 42,4 bilhões nos últimos doze meses, refletindo investimentos massivos em data centers e capacidade computacional.

Além da pressão tecnológica, o mercado reagiu a indicadores econômicos mistos na região. Enquanto o PIB da Alemanha apresentou um crescimento de 0,2% no terceiro trimestre, a economia francesa registrou uma retração de 0,1%, acompanhada por uma inflação ao consumidor que atingiu em outubro o maior patamar desde dezembro de 2023. O cenário macroeconômico foi complementado por falas de dirigentes do Banco Central Europeu, como Fabio Panetta e Joachim Nagel, que mantiveram o alerta sobre a necessidade de novos aumentos de juros para conter as pressões inflacionárias, apesar da resiliência demonstrada pela zona do euro frente aos custos de energia.

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