Mistral AI libera pesos de modelo de 1 trilhão de parâmetros com foco em código
A startup francesa Mistral AI publicou os pesos abertos do Mistral Large 4, modelo de 1 trilhão de parâmetros que, segundo a empresa, é o melhor modelo aberto para programação e pode ser implantado na infraestrutura do próprio cliente.
Pontos principais
- Modelo multimodal de 1 trilhão de parâmetros, treinado do zero em infraestrutura europeia, segundo a Mistral.
- Licença Mistral Ecosystem Open-Weight, uma MIT modificada: uso, ajuste e comercialização são livres, exceto para quem oferece o modelo como serviço, que precisa de licença comercial separada.
- Artificial Analysis Coding Agent Index: 48%, praticamente empatado com o GLM-5.3, com 47% menos tokens por tarefa.
- Terminal-Bench 4.0: 41%, 13 pontos percentuais acima da versão de prévia, com 30% menos tokens de saída.
- FrontierCode 2.0, benchmark privado da Cognition: 19,7%, o melhor entre modelos de pesos abertos segundo a Mistral.
- Artificial Analysis Cyber Index: 51%, medido em tarefas de encontrar, reproduzir, validar e corrigir vulnerabilidades.
- Recusa média de 96,6% em pedidos maliciosos de ataque cibernético, segundo testes com JailbreakBench, StrongREJECT e AgentHarm.
- B3 Agent Security Benchmark: 97,1% dos ataques resistidos, contra 93,3% na versão de prévia.
- Preço: US$ 0,70 por milhão de tokens de entrada, US$ 0,07 em entrada em cache e US$ 2,10 por milhão de saída.
- Disponível para download no Hugging Face e pela API da Mistral, além de OpenRouter, endpoints da NVIDIA e Microsoft Foundry.
A startup francesa Mistral AI publicou os pesos abertos do Mistral Large 4, apelidado de "Le Chonk": um modelo multimodal de 1 trilhão de parâmetros que a empresa apresenta como o melhor modelo de pesos abertos para programação. Segundo a Mistral, a liberação permite que organizações inspecionem, ajustem e implantem o modelo na própria infraestrutura, sem depender de uma API da empresa para servi-lo. A versão de prévia foi lançada neste mês, e três semanas adicionais de aprendizado por reforço, segundo a empresa, melhoraram o desempenho em código e em defesa cibernética.
Na cibersegurança, a Mistral diz que o modelo separa tarefas defensivas de ofensivas, mas admite que observou o modelo recusando ataques black-box contra alvos reais e vê potencial de uso para ataques reais. A empresa afirma que está ajustando os guardrails e seguirá atualizando-os. Uma variante especializada, voltada a testes de penetração e red-teaming, está em prévia apenas para parceiros como a Orange Cyberdefense, com testes restritos a sistemas próprios ou explicitamente autorizados. O relatório técnico completo, segundo a Mistral, ainda está por vir, e a empresa não informa data de disponibilidade geral da variante.
