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Flamengo revisa orçamento e projeta déficit de R$ 44 milhões para 2026

O clube reviu suas projeções financeiras após frustrações esportivas e a falha na venda de um atleta, alterando a previsão de superávit para déficit.

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Foto: Máquina do Esporte
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29/10 às 18:02

Pontos principais

  • O orçamento de 2026 foi reajustado de um superávit de R$ 180 milhões para um déficit de R$ 44 milhões.
  • Eliminações precoces na Copa do Brasil e na Libertadores impactaram negativamente a arrecadação.
  • A venda frustrada de Gonzalo Plata ao Dínamo de Moscou, por R$ 72 milhões, contribuiu para o resultado negativo.
  • O clube realizou investimentos expressivos no elenco, incluindo a contratação de Lucas Paquetá por R$ 315 milhões.
  • A relação entre dívida e Ebitda recorrente do Flamengo está em 1,2 vez, índice considerado controlado pela diretoria.

O Conselho de Administração do Flamengo aprovou uma readequação orçamentária para o exercício de 2026, alterando a perspectiva financeira do clube de um superávit de R$ 180 milhões para um déficit de R$ 44 milhões. A decisão, chancelada por 56 conselheiros, reflete o impacto direto de resultados esportivos abaixo do esperado, incluindo eliminações precoces na Copa do Brasil e na Libertadores, além da ausência de premiações importantes. A frustração na venda do atacante Gonzalo Plata ao Dínamo de Moscou, que renderia R$ 72 milhões aos cofres rubro-negros, também pesou no balanço após o jogador ser reprovado nos exames médicos.

Apesar do cenário deficitário, a diretoria do Flamengo mantém uma postura cautelosa quanto à saúde financeira da instituição. O clube destaca que o investimento em reforços, como a contratação de Lucas Paquetá por R$ 315 milhões, foi realizado dentro de um planejamento que mantém a relação entre dívida e Ebitda recorrente em 1,2 vez. Esse indicador representa uma melhora em relação ao índice de 1,8 vez registrado em 2024, sinalizando que, embora o resultado operacional tenha sido afetado, a estrutura de endividamento permanece sob controle.

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