Exército dos EUA investe US$ 2,2 bi em microrreatores nucleares
O programa Janus visa instalar mais de 20 microrreatores em bases militares até 2030 para garantir energia resiliente e independente da rede.
Pontos principais
- O programa Janus selecionou cinco empresas para desenvolver tecnologias de reatores nucleares avançados em bases militares.
- A Radiant Industries obteve o maior contrato, de até US$ 750 milhões, para fornecer 15 microrreatores Kaleidos de 1 MW.
- As outras empresas selecionadas são Antares Nuclear, BWXT Advanced Technologies, General Atomics e Westinghouse.
- O objetivo é ter pelo menos um reator em operação em uma instalação militar até 30 de setembro de 2028.
- Os reatores serão licenciados pelo próprio Exército, sob um regime de defesa, e não pela Comissão Reguladora Nuclear (NRC).
- A iniciativa busca transicionar tecnologias de protótipos para produtos comerciais escaláveis para o setor privado.
O Exército dos Estados Unidos oficializou, em 26 de agosto de 2026, um investimento de até US$ 2,2 bilhões no programa Janus, uma iniciativa voltada para a implementação de microrreatores nucleares em instalações militares. O projeto, conduzido em parceria com a Defense Innovation Unit (DIU), selecionou cinco empresas para desenvolver e operar tecnologias de energia avançada, visando reforçar a resiliência energética das bases contra falhas na rede elétrica comercial.
As empresas escolhidas — Antares Nuclear, BWXT, General Atomics, Radiant Industries e Westinghouse — atuarão em bases estratégicas como Fort Bragg, Fort Campbell, Fort Hood, Fort Benning e Fort Drum. A Radiant Industries lidera o volume de entregas com o compromisso de instalar 15 unidades Kaleidos até 2030. Embora o cronograma seja ambicioso, o Exército estabeleceu a meta de ter ao menos um reator em pleno funcionamento até setembro de 2028, cumprindo diretrizes de ordens executivas presidenciais emitidas em 2025.
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