Eli Lilly eleva previsão de receita para 2026 após alta de 39% no 3º trimestre
A farmacêutica americana Eli Lilly elevou a previsão de receita para 2026 após vendas do terceiro trimestre puxadas por Mounjaro e Zepbound.
Pontos principais
- A Lilly registra receita de US$ 24,4 bilhões no 3º trimestre, ante US$ 17,6 bilhões um ano antes.
- Mounjaro faturou US$ 10,7 bilhões no trimestre (+65%) e Zepbound, US$ 5,35 bilhões (+49%).
- Foundayo somou US$ 184 milhões no trimestre e US$ 281 milhões no ano.
- O lucro líquido reportado foi de US$ 6,45 bilhões, ou US$ 7,22 por ação (+16%); no ajuste não-GAAP, o lucro por ação foi de US$ 7,48 (+7%).
- O lucro por ação inclui US$ 4,57 de P&D adquirido (IPR&D) das compras da AtaiBeckley e da Curevo, ante US$ 0,71 um ano antes.
- A Lilly registra cerca de US$ 900 milhões de benefícios no trimestre, dos quais US$ 410 milhões em marcos da Jardiance; não restam mais marcos.
- A previsão de receita para 2026 foi elevada para US$ 91 bilhões a US$ 92 bilhões, ante US$ 85 bilhões a US$ 87 bilhões.
- A previsão de lucro por ação não-GAAP para 2026 ficou em US$ 35,00 a US$ 36,00 (antes, US$ 35,50 a US$ 36,50): a alta de US$ 4,07 no ponto médio foi mais que compensada pelo IPR&D de US$ 4,57.
- A previsão não inclui IPR&D incorrido após 30 de setembro de 2026.
A Lilly, sediada em Indianápolis, nos Estados Unidos, diz que o volume subiu 53% e que a queda de 15% nos preços realizados compensou em parte esse ganho. Fora dos EUA, o volume veio do Mounjaro, e os preços caíram com a inclusão do medicamento na lista de reembolso da China (NRDL).
No pipeline, a empresa informa resultados positivos de um estudo de fase 3 em que a retatrutida foi comparada ao Ozempic de 2 mg em adultos com diabetes tipo 2, e vai iniciar estudos de fase 3 da EloraTZP no quarto trimestre. Depois do fim do trimestre, concluiu a compra da Merida Biosciences, voltada a doenças autoimunes e alérgicas graves. A teleconferência de resultados começa às 10h (horário de Nova York).
