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Rei Charles III enfrenta protestos por reparações no Caribe

Na Guiana, segunda parada da turnê do rei pelo Caribe, o presidente Irfaan Ali cobra um pedido formal de desculpas e, depois, reparações, enquanto os assessores do monarca dizem que nenhuma desculpa será feita.

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Foto: Global News CA World
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28/10 às 10:32, atualizado 17:33

Pontos principais

  • A Guiana é a segunda parada da turnê do rei e o único ex-território britânico no continente sul-americano, segundo a ITV News.
  • Irfaan Ali considera "extremamente bem-vindas" as expressões de pesar do rei pelos "dias mais sombrios" do Império Britânico, mas diz que devem ser seguidas de um pedido formal de desculpas e de justiça reparatória.
  • Os assessores do rei deixaram claro que nenhum pedido formal de desculpas será feito; o monarca reconhecerá erros históricos, seguindo a orientação jurídica do governo britânico, mas não irá além disso.
  • Há preocupação de que uma desculpa abra precedente jurídico para o Reino Unido e fortaleça o pleito por reparações, segundo a ITV News.
  • A Assembleia Geral da ONU, na resolução A/RES/80/250 de 25 de março de 2026, declara o tráfico de africanos escravizados e a escravidão racializada o mais grave crime contra a humanidade.
  • A resolução pede aos Estados-membros um diálogo de boa-fé sobre justiça reparatória, incluindo um pedido completo e formal de desculpas, mas não quantifica nenhuma reparação.

Em um ato pró-reparações na Guiana, na praia onde chegaram navios negreiros havia duzentos anos, a pressão sobre o rei Charles III ficou visível. Irfaan Ali considera "extremamente bem-vindas" as expressões de pesar do monarca sobre os "dias mais sombrios" do Império Britânico, mas afirma que devem vir em seguida um pedido formal de desculpas e a justiça reparatória. Dezenas de milhares de escravizados foram levados à Guiana por donos de plantações holandeses e britânicos.

Os assessores do rei deixaram claro, segundo a ITV News, que nenhum pedido formal de desculpas será feito. O monarca reconhecerá os erros históricos, seguindo a orientação jurídica do governo britânico, mas não irá além disso. A preocupação, segundo a emissora, é que uma desculpa crie precedente jurídico para o Reino Unido e fortaleça o pleito por reparações.

A Assembleia Geral da ONU declara, na resolução A/RES/80/250, o tráfico de africanos escravizados o mais grave crime contra a humanidade. A resolução pede aos Estados-membros um diálogo de boa-fé sobre justiça reparatória, incluindo um pedido completo e formal de desculpas, mas não quantifica reparação alguma e não cita nenhum país.

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