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Países do Golfo negociam plano para Irã reabrir o Estreito de Ormuz

Pelo plano em negociação, Ormuz reabriria em até quatro dias após o levantamento das sanções ao Irã, prazo que Teerã diz aceitar reduzir de sete; os EUA aguardam uma concessão iraniana.

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28/10 às 09:00

Pontos principais

  • Ali Bagheri, vice-secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, disse que Teerã aceita reduzir de sete para quatro dias o prazo para reabrir Ormuz após o levantamento das sanções.
  • Pelo plano, os houthis retirariam forças substanciais de dentro do Iêmen.
  • Diplomatas europeus veem como requisito mínimo a volta dos inspetores de armas da ONU ao Irã, inclusive às visitas a sítios nucleares bombardeados.
  • Em Nova York, o secretário de Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, pediu ao chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que aceite a readmissão dos inspetores; até agora Teerã recusou e diz que só negociará em princípio o programa nuclear.
  • Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, encontrou-se na terça-feira, 27 de outubro, com o embaixador dos houthis no Irã, Ibrahim al-Dulaimi.
  • Em comunicado conjunto de 25 de agosto, Omã e Irã discutiram um quadro faseado: um corredor de navegação temporário e conjunto em Ormuz e um projeto conjunto de desminagem.
  • As negociações técnicas buscariam depois um corredor permanente, a futura administração do estreito e um mecanismo de troca de informações e gestão do tráfego.

Países do Golfo trabalham num acordo em várias partes para evitar a retomada da guerra entre Irã e EUA, que consideram um desastre. O plano liga a reabertura de Ormuz ao levantamento das sanções ao Irã, e Teerã põe garantias de alívio das sanções como condição.

Os EUA acompanham as conversas, mas aguardam uma concessão de Teerã. O chanceler omanense, Badr Albusaidi, diz haver aceitação geral de uma arquitetura de segurança inclusiva com os oito países da região, mas só depois que houver um acordo em vigor.

Fontes primárias

The Guardian (reportagem de Patrick Wintour)

Gulf states working on multipart peace deal to avert renewal of US-Iran war

Um acordo multipartite para reabrir o Estreito de Ormuz em até quatro dias após o levantamento das sanções ao Irã, e para a retirada substancial das forças houthis do Iêmen, está no centro dos planos dos Estados do Golfo para evitar a retomada da guerra entre EUA e Irã. Os EUA acompanham o avanço das conversas, mas aguardam uma concessão de Teerã; diplomatas europeus veem a volta dos inspetores de armas da ONU ao país como requisito mínimo. Ali Bagheri, vice-secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, disse que Teerã aceita reduzir de sete para quatro dias o prazo para reabrir o estreito após o levantamento das sanções. O chanceler de Omã, Badr Albusaidi, afirma haver aceitação geral de que a direção é uma arquitetura de segurança inclusiva com os oito países da região, uma vez que haja um acordo em vigor. A reportagem não publica o texto de nenhum acordo.

Ministério das Relações Exteriores de Omã (comunicado conjunto com o Irã)

Joint Statement between Oman and Iran following Foreign Ministers' consultations

Comunicado conjunto de 25/08/2026 após consultas entre os chanceleres Badr Albusaidi e Abbas Araghchi em Teerã. Os dois países discutiram um quadro faseado para retomar a navegação segura em Ormuz, preservando soberania e direitos soberanos: um corredor de navegação temporário conjunto pelo estreito e um projeto conjunto para desminagem. As negociações técnicas seguiriam para um corredor permanente e a futura administração do estreito. Oman e Irã destacaram a importância de convocar discussões conjuntas com os Estados regionais que margeiam as águas do Golfo.

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