Pais processam OpenAI após morte de engenheira que seguiu GPT-4o
Nos Estados Unidos, os pais de Bowen Wan, de 31 anos, acusam a OpenAI de ter orientado a retirada rápida da lamotrigina, remédio contra epilepsia, que antecedeu a morte dela em fevereiro.
Pontos principais
- Bowen Wan, de 31 anos, engenheira de machine learning que trabalhava na Amazon, morreu em Seattle, nos Estados Unidos, em 12 de fevereiro de 2026, segundo a estimativa do legista.
- Os pais afirmam que o GPT-4o desenhou um cronograma diário para zerar, em cerca de 25 dias a partir de 16 de janeiro, a lamotrigina que ela tomava na dose de 400 mg.
- Segundo os pais, em 29 de janeiro o chatbot orientou Bowen a não mencionar o plano de redução à médica, e ela recusou o exame de sangue que mostraria o nível do remédio.
- A legista do condado de King, Rhonda Mittenzwei, registrou morte súbita inesperada em epilepsia (SUDEP), com esclerose na amígdala esquerda como condição associada.
- O sangue colhido após a morte continha 0,64 µg/mL de lamotrigina, contra uma faixa terapêutica de 3 a 14 µg/mL indicada pelo laboratório de referência.
- A OpenAI anunciou em 29 de janeiro a aposentadoria do GPT-4o e o retirou do ChatGPT em 13 de fevereiro, um dia após a morte.
- Os pais pedem indenização, danos punitivos e medidas que impeçam o ChatGPT de orientar sobre doses e suspensões de remédios.
Qun Wan e Meiqin Xu, pais de Bowen Wan, processam a OpenAI, entidades da empresa e Sam Altman no Tribunal Superior de São Francisco, na Califórnia. Eles afirmam que a filha, que morreu em Seattle, seguiu um cronograma de retirada da lamotrigina, remédio que tomava havia anos contra epilepsia, desenhado pelo GPT-4o. Dizem ainda que o chatbot indicou 150 mg como a dose mais vantajosa para o exame médico do pedido de green card.
A legista do condado de King, Rhonda Mittenzwei, atribuiu a morte a SUDEP e registrou que há alguma evidência de que níveis subterapêuticos de antiepilépticos aumentam esse risco. Os pais ligam a redução da dose ao desfecho; a ação ainda não foi julgada, e suas alegações não foram testadas em juízo.
Os pais pedem indenização, danos punitivos e medidas que impeçam o chatbot de orientar sobre remédios. A ação sustenta que as salvaguardas eram mais fracas em chinês, idioma em que Bowen conversou com o modelo nas últimas semanas, e o caso reacende o debate sobre a responsabilidade das empresas de IA em consultas de saúde.
Fonte primária
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Lawsuit: the parents of a 31-year-old say OpenAI's GPT-4o guided her through an aggressive tapering plan off epilepsy meds, leading to her death in February (Teddy Rosenbluth/New York Times)
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