Movida tem lucro preliminar de R$ 152 milhões e planeja frota estável para 2027
A locadora brasileira Movida informou em prévia não auditada lucro 117% maior no terceiro trimestre e diz que focará em eficiência, sem ampliar a frota em 2027.
Pontos principais
- Prévia não auditada da Movida à CVM: lucro líquido de R$ 152,1 milhões no 3T26, 117% acima do 3T25 e o maior trimestre em quatro anos.
- Receita bruta de R$ 4,2 bilhões no 3T26, com receita bruta de locação recorde de R$ 2,7 bilhões, alta de 19%.
- Ebitda de R$ 1,8 bilhão, alta de 21%, e Ebit acima de R$ 1,0 bilhão, alta de 27%.
- Diárias de locação 22% maiores e tarifa média 5% mais alta; a ocupação da frota subiu de cerca de 72% para 78%, e Moscatelli vê espaço para 80% a 81%.
- Alavancagem de 2,5 vezes dívida sobre Ebitda, o menor patamar em seis anos, segundo Moscatelli.
- Orçamento de 2027, aprovado pelo conselho, não prevê ampliação da frota.
- Rede própria de manutenção Movida Pit Stop: 11 unidades no início de 2026, previsão de 27 até o fim do ano e mais de 50 em 2027.
- Venda de 20,1 mil veículos de RAC no 3T26; margem Ebitda dos seminovos estável em 1,1%.
- Quase 800 mil novos clientes nos últimos 12 meses.
A locadora brasileira Movida informou à CVM, em prévia não auditada, lucro líquido de R$ 152,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, 117% acima do mesmo período de 2025. Os números estão sujeitos a revisão até a divulgação oficial. A companhia também informou Ebitda de R$ 1,8 bilhão, alta de 21%, e receita bruta de locação recorde de R$ 2,7 bilhões, 19% acima de um ano antes.
Para 2027, o CEO Gustavo Moscatelli diz que a empresa seguirá com a frota estável em tamanho, com ganhos vindos da eficiência operacional. O orçamento aprovado pelo conselho não prevê ampliação da frota. O volume de diárias cresceu 22%, a ocupação subiu de cerca de 72% para 78%, e ele vê espaço para 80% a 81%. A alavancagem caiu para 2,5 vezes dívida sobre Ebitda, o menor patamar em seis anos.
A Movida também está internalizando a manutenção pela rede Movida Pit Stop, que começou 2026 com 11 unidades; a previsão é encerrar o ano com 27 e superar 50 em 2027. Moscatelli afirma que a redução na venda de seminovos foi planejada e que a contrapartida foi mais aluguel, com mais carros mantidos na operação em períodos de alta procura, como as férias.
Fontes primárias
Fato Relevante — Prévia dos Resultados do 3T26 (Movida Participações S.A.)
Prévia não auditada do 3T26, comunicada em 13/10/2026 nos termos da Resolução CVM 44: lucro líquido de R$ 152,1 milhões, o maior resultado trimestral em quatro anos e 117% acima do 3T25. Receita bruta de R$ 4,2 bi, com recorde de R$ 2,7 bi em locação (+19%). EBITDA de R$ 1,8 bi (+21%) e EBIT acima de R$ 1,0 bi (+27%). Venda de 20,1 mil veículos de RAC; seminovos com margem EBITDA estável de 1,1%. A companhia afirma ter cumprido o guidance pelo quarto trimestre consecutivo. Números preliminares, sujeitos a revisão até a divulgação oficial.
Entrevista de Gustavo Moscatelli (CEO) à InvestNews, 27/10/2026
Na entrevista, o CEO diz que a Movida seguirá com a frota estável em 2027: "Vamos continuar com a empresa estabilizada do ponto de vista do tamanho da frota, mas com mais eficiência operacional e ganhos no resultado." A estratégia é aumentar a utilização dos carros existentes (taxa de ocupação de cerca de 72% para 78% no 3T26, com espaço para 80% a 81%), reduzir despesas operacionais e vender seminovos de forma planejada. Segundo a reportagem, o orçamento de 2027 já foi aprovado pelo conselho e não prevê ampliação da frota. Alavancagem de 2,5 vezes dívida/Ebitda, o menor patamar em seis anos.
