Lucro da Robinhood cai 14% no 3º trimestre e chega a US$ 476 milhões
A Robinhood, sediada nos Estados Unidos, registrou receita recorde no 3º trimestre, mas o lucro caiu com a alta das despesas operacionais.
Pontos principais
- Lucro líquido GAAP de US$ 476 milhões (US$ 468 milhões atribuíveis à Robinhood), queda de 14%; LPA diluído de US$ 0,51, queda de 16%.
- Receita líquida total de US$ 1,42 bilhão, recorde e alta de 12%; receita de transações de US$ 867 milhões, alta de 19%.
- Opções de US$ 399 milhões (+31%), ações de US$ 121 milhões (+41%) e mercados de previsão de US$ 173 milhões, mais de seis vezes o ano anterior.
- Criptomoedas de US$ 120 milhões, queda de 55%; receita líquida de juros de US$ 415 milhões, queda de 9%.
- Despesas operacionais de US$ 739 milhões, alta de 16%; provisão para perdas de crédito de US$ 71 milhões, alta de 173%.
- Perda não realizada de US$ 67 milhões (US$ 0,07 por ação), sobretudo na marcação a mercado do Robinhood Ventures Fund I.
- Lucro ajustado (não-GAAP) de US$ 542 milhões e LPA ajustado de US$ 0,60, ambos 3% abaixo do ano anterior.
- EBITDA ajustado de US$ 808 milhões, alta de 9%, com margem de 57%.
- Ativos na plataforma de US$ 396 bilhões, alta de 19%; depósitos líquidos de US$ 15,7 bilhões no trimestre.
- 5,2 milhões de assinantes Gold, recorde, com 1,3 milhão a mais em um ano (alta de 34%).
- Projeção de 2026 para despesas operacionais ajustadas e SBC: teto cortado em US$ 25 milhões, para US$ 2,675 a 2,75 bilhões.
A Robinhood, com sede em Menlo Park, na Califórnia (EUA), atribui a alta das despesas operacionais ao crescimento da carteira de cartões de crédito, que elevou as provisões para perdas, aos gastos com as Trump Accounts e com a Rothera e a investimentos em marketing. A medida de lucro ajustado, que a companhia introduz neste trimestre, exclui essas perdas não realizadas, a amortização de intangíveis e custos de reestruturação, entre outros itens.
Em outubro, segundo o diretor financeiro Shiv Verma, os depósitos líquidos já superam US$ 13 bilhões no mês, incluindo US$ 6 bilhões da contribuição da família Dell às Trump Accounts. Para 2026, a companhia reduziu o teto de sua projeção de despesas ajustadas, citando ganhos de eficiência, e não projeta despesas operacionais totais, por não conseguir prever provisões de crédito e possíveis custos regulatórios.
