Conselho Nacional de Direitos Humanos pede suspensão do Smart Sampa
CNDH solicita interrupção do programa de vigilância de São Paulo após falhas de segurança exporem dados sensíveis e imagens de câmeras por 11 meses.
Pontos principais
- O CNDH pede a suspensão do Smart Sampa devido a vulnerabilidades graves no sistema de videomonitoramento.
- Falhas expuseram logins, senhas e dados de 6 mil agentes de segurança por quase um ano.
- Imagens de 58 mil câmeras em locais públicos, como escolas e hospitais, ficaram acessíveis indevidamente.
- O conselho recomenda a abertura de inquérito civil e ação civil pública contra a prefeitura paulistana.
O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) solicitou formalmente a suspensão do programa Smart Sampa, iniciativa de vigilância da prefeitura de São Paulo. A medida foi motivada pela descoberta de vulnerabilidades críticas que permitiram o acesso não autorizado ao sistema de videomonitoramento por 11 meses. Durante esse período, dados sensíveis, incluindo logins e senhas de 6 mil agentes de segurança, ficaram expostos em um repositório público, comprometendo a privacidade e a integridade da rede de monitoramento municipal.
O acesso indevido possibilitou a visualização de imagens captadas por mais de 58 mil câmeras instaladas em áreas sensíveis, como escolas, hospitais e unidades de saúde. Diante da gravidade da exposição, o CNDH aponta violações à Resolução nº 17/2025 e recomenda a instauração de inquérito civil e o ajuizamento de ação civil pública contra o município. Até o momento, a prefeitura de São Paulo não se manifestou sobre as denúncias ou sobre a solicitação de interrupção do programa.
