Bloco de Netanyahu fica com 53 cadeiras, sem maioria, na apuração em Israel
Com 85,6% dos votos apurados, nenhum bloco alcança as 61 cadeiras necessárias, preparando o cenário para negociações complexas e incertas sobre o governo.
Pontos principais
- O Comitê Central Eleitoral atribui 53 cadeiras ao bloco de Netanyahu e 48 ao bloco liderado pelo Yashar, de Gadi Eisenkot.
- A maioria parlamentar exige pelo menos 61 cadeiras, marca que nenhum dos lados atingiu até o momento.
- Partidos árabes alcançaram 19 cadeiras, sendo 12 da Lista Conjunta e 7 do Ra'am, um resultado recorde.
- O Likud projeta 26 cadeiras, enquanto o Yashar estima 21, mantendo o impasse político.
- A contagem de 500 mil a 600 mil votos de envelope duplo, incluindo os de soldados, ainda está pendente.
- O presidente Isaac Herzog iniciará na próxima semana as consultas formais para a formação do governo.
- O cenário atual indica que quase todos os partidos podem enfrentar frustrações com os resultados finais.
A apuração das eleições em Israel, conduzida pelo Comitê Central Eleitoral, mantém o cenário de incerteza política com 85,6% dos votos contados. O bloco liderado por Benjamin Netanyahu soma 53 cadeiras, enquanto a coalizão de oposição, encabeçada por Gadi Eisenkot, detém 48 assentos. Como a maioria absoluta exige 61 cadeiras, o país caminha para um período de negociações complexas e difíceis para a formação de um novo governo.
Entre as demais legendas, o B'Yachad, de Naftali Bennett e Yair Lapid, registra 12 cadeiras, seguido pelos Democratas de Golan com 8 e o Yisrael Beytenu de Liberman com 7. O desempenho dos partidos árabes, que atingiram um recorde de 19 cadeiras, adiciona uma camada extra de complexidade ao xadrez político. O resultado final ainda depende da contagem de cerca de 500 mil a 600 mil votos de envelope duplo, que incluem os votos dos militares.
Diante do impasse, o presidente Isaac Herzog apelou aos líderes partidários para que evitem a convocação de novas eleições, incentivando uma postura de mente aberta nas tratativas. Ahmad Tibi, líder da Lista Conjunta, sugeriu que a oposição poderia remover Netanyahu do poder caso decidisse formar uma aliança com os partidos árabes. Enquanto a apuração prossegue, analistas apontam que a fragmentação do parlamento deve resultar em frustrações para quase todos os lados envolvidos no pleito.
