Banco Central da Nova Zelândia mantém juros e dólar neozelandês cai
O Banco Central da Nova Zelândia manteve a taxa básica em 2,75% por 4 votos a 3 e diz que um aperto monetário provavelmente será necessário, condicionado ao cenário econômico.
Pontos principais
- A inflação anual ao consumidor caiu para 3,7% no terceiro trimestre de 2026, ante 4,1% no segundo, abaixo do esperado pelo banco.
- Segundo o banco, o núcleo da inflação subiu para perto do topo da meta de 1% a 3%, e 56% dos itens da cesta subiram mais de 3% em 12 meses.
- O banco projeta inflação de 4,4% no quarto trimestre, sobretudo pelos preços futuros do petróleo, e reconhece alta incerteza nessa previsão.
- Segundo o banco, o índice ponderado pelo comércio do dólar neozelandês caiu cerca de 3% desde a Declaração de Política Monetária de setembro.
- O banco diz que uma desaceleração global abrupta poderia levar a um afrouxamento monetário.
- Informações das próximas seis semanas podem mudar a postura nos dois sentidos antes da decisão de dezembro.
O comitê de política monetária do Banco Central da Nova Zelândia manteve a taxa em 2,75% nesta quarta-feira (28), por 4 votos a 3. Votaram pela manutenção Anna Breman, Carl Hansen, Prasanna Gai e Rebecca Williams; pela alta, Paul Conway, Hayley Gourley e Karen Silk.
Quem defendeu a manutenção diz que os dois aumentos recentes ainda estão sendo avaliados, que o efeito indireto dos combustíveis foi menor que o previsto e que as empresas não estão ampliando margens. Quem votou pela alta aponta que o núcleo da inflação está acima do compatível com a meta há algum tempo, e que o risco de ela se enraizar cresce com o custo de fretes e transporte. Todos concordam com a perspectiva para a inflação e divergem sobre o peso dos riscos e o momento da resposta.
