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Índice de preços ao produtor sobe 1,54% em setembro

O Índice de Preços ao Produtor do Brasil subiu 1,54% em setembro, segundo o IBGE, a segunda alta seguida depois de três meses de queda, puxado por alimentos e pelo petróleo.

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Foto: InfoMoney
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27/10 às 09:45, atualizado 10:03

Pontos principais

  • O IPP subiu 1,54% em setembro, ante 0,34% em agosto, segundo o IBGE.
  • Alimentos avançaram 2,40% e foram o setor de maior influência, com óleos e gorduras vegetais e animais em alta de 6,22% e açúcar em 6,55%.
  • Indústrias extrativas tiveram a maior alta entre as atividades: 11,04%.
  • Refino de petróleo e biocombustíveis subiu 4,88%, após quatro meses de queda.
  • 16 das 24 atividades pesquisadas tiveram alta de preços, contra 13 em agosto.
  • Bens intermediários subiram 1,94% no mês, bens de consumo 1,18% e bens de capital 0,62%.
  • No ano, o índice acumula alta de 5,04%; em 12 meses, de 4,34%.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a variação dos preços na saída das fábricas, sem impostos e fretes, subiu em setembro de 2026 no Brasil, segundo o IBGE. Foi a segunda alta seguida, depois de três meses de queda, e a pesquisa acompanha pouco mais de 2.100 empresas, com cerca de 6 mil preços coletados por mês.

Alimentos avançaram pelo quarto mês seguido. Murilo Alvim, gerente da pesquisa, atribuiu a alta dos derivados de soja e dos açúcares à menor oferta, em parte por fatores climáticos: chuva excessiva em regiões produtoras e preocupação com o alcance do El Niño.

Alvim atribuiu o salto das extrativas ao acirramento dos conflitos no Oriente Médio, que voltou a ameaçar a oferta global e as rotas de transporte do petróleo. No refino, a alta veio de querosene de aviação, gasolina e óleos combustíveis. Bens intermediários, também puxados pelo petróleo, lideraram em todas as comparações, com 5,92% no ano e 4,85% em 12 meses.

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