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Agora Labs capta 4,3 milhões de euros para expandir dados clínicos

A startup italiana Agora Labs levantou 4,3 milhões de euros para ampliar sua infraestrutura de dados médicos baseada em IA na Europa, nos EUA, no Oriente Médio e na Índia.

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Foto: Tech.eu
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27/10 às 08:01

Pontos principais

  • A rodada de 4,3 milhões de euros foi liderada pela P101, com participação da Infinite Five, holding da família Mussetto.
  • Os dados clínicos não saem do hospital: cada unidade tem um nó de computação com GPUs da Nvidia, e modelos de linguagem os estruturam e anonimizam de forma irreversível, projetada para resistir inclusive à computação quântica.
  • A rede tem 50 unidades de saúde, de Harvard Medical School ao San Raffaele, de Milão, e a empresa quer dobrá-la nos próximos meses.
  • Segundo a empresa, os modelos são treinados e validados localmente, por aprendizado federado: só cálculos e inferências são compartilhados entre os centros.
  • Projetos em andamento: análise de dados de farmácias hospitalares e de trajetórias de tratamento na Itália, e previsão de complicações do diabetes tipos 1 e 2 na Arábia Saudita, com dados genéticos, clínicos e radiológicos.
  • A empresa pretende contratar cerca de 20 profissionais técnicos e comerciais nos próximos meses.
  • Segundo release da própria startup, o mercado global de evidências do mundo real (RWE) deve passar de US$ 5,4 bilhões em 2025 para US$ 10,8 bilhões em 2030.

A Agora Labs é uma startup italiana fundada em Roma, que desenvolve infraestrutura para tornar dados de hospitais utilizáveis em pesquisa médica e científica, preservando a privacidade dos pacientes. A empresa surgiu de um projeto europeu de compartilhamento seguro de dados clínicos, iniciado após a entrada em vigor do GDPR, em 2018, e começou a operar comercialmente em 2023. Os fundadores são Davide Zaccagnini, CEO e cirurgião vascular formado no MIT, e Fabio Giulietto, engenheiro com MBA pelo Imperial College London.

A rodada é o 17º investimento do Programa 103 da P101, que tem apoio da União Europeia pelo InvestEU. Com ela, a saúde passa a ter quatro empresas do portfólio da P101 e responde por mais de 20% dos aportes do programa.

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