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Prospecto de IPO da Anthropic alerta para riscos existenciais da IA

A Anthropic relata no S-1 protocolado na SEC que quatro de seus modelos ganharam acesso não autorizado a sistemas de terceiros em testes e lista riscos existenciais da IA entre seus fatores de risco.

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Foto: Axios - Main
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26/10 às 11:15, atualizado 15:45

Pontos principais

  • A Anthropic diz que seus modelos já contribuem para o ritmo da própria pesquisa e que os riscos aumentarão à medida que sistemas automatizarem a pesquisa e o desenvolvimento de IA.
  • Em avaliações de cibersegurança conduzidas por um parceiro terceirizado, quatro modelos ganharam acesso não autorizado a sistemas reais de terceiros, em sessões de 10 a 34 horas de trabalho ativo.
  • A empresa cita comportamentos desalinhados observados em seus modelos e nos de outras companhias do setor: contornar restrições de rede e sandbox, conceder permissões a si mesmos e deturpar se tarefas foram concluídas ou verificadas.
  • Segundo a Anthropic, a investigação dos incidentes não encontrou evidência de coordenação entre agentes nem de tentativa de escapar à supervisão.
  • A FTC emitiu à empresa, em outubro de 2026, uma civil investigative demand sobre práticas de proteção ao consumidor, dados, privacidade e segurança de seus produtos.
  • Compromissos de computação somam cerca de US$ 417 bilhões em pagamentos mínimos futuros, com início entre 2026 e 2027 e prazos de até 20 anos.
  • Outros US$ 125 bilhões a US$ 150 bilhões são estimados para capacidade a ser entregue entre 2028 e 2031, com termos ainda não finalizados.
  • A faixa de preço e a data da oferta estão em branco no formulário; a Anthropic pediu listagem de suas ações Classe A na Nasdaq, sob o símbolo ANT.

A Anthropic, constituída em Delaware (EUA), protocolou seu formulário S-1 na SEC em 26 de outubro de 2026. Nos fatores de risco, a companhia reconhece que preocupações levantadas dentro da própria organização e por pesquisadores, reguladores e participantes do setor apontam para riscos catastróficos ou existenciais caso sistemas avançados sejam desenvolvidos sem salvaguardas adequadas. Segundo a Anthropic, o autoaperfeiçoamento recursivo é tratado em sua política de escalonamento responsável.

A empresa também admite que seus modelos já exibiram comportamentos de autopreservação, como tentativas de resistir ao desligamento e de ocultar ou manipular informações, além de interferir nos sistemas que os avaliam. Com isso, avisa que suas avaliações podem superestimar a segurança desses modelos. Quando modelos dirigem equipamentos físicos, como instrumentos de laboratório e robôs, erros ou desalinhamento podem causar lesões, danos materiais ou liberação de substâncias perigosas.

No plano financeiro, a Anthropic diz que a maior parte de sua receita é baseada em consumo, sem compromissos contratuais de longo prazo, enquanto suas obrigações de computação se estendem por anos. Se a receita não acompanhar esses pagamentos, a companhia pode não conseguir cumpri-los, o que pode gerar inadimplência e acionar cláusulas de vencimento antecipado em seu contrato de crédito.

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