Polícia Federal combate mineração ilegal de ouro na Bahia
Operação Repasse investiga rede criminosa responsável por danos ambientais superiores a R$ 180 milhões em Santaluz.
Pontos principais
- A Operação Repasse mira rede de mineração ilegal de ouro em Santaluz, Bahia.
- O grupo utilizava processos químicos com cianeto para o refino do metal extraído.
- Danos ambientais causados pela atividade criminosa são estimados em R$ 180 milhões.
- A ação é um desdobramento de investigações iniciadas entre 2023 e 2024.
- Investigados podem responder por crimes que somam penas de até 29 anos de prisão.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Repasse com o objetivo de desarticular uma rede criminosa dedicada à mineração ilegal de ouro no município de Santaluz, na Bahia. A ação é um desdobramento de investigações anteriores, incluindo as operações Garça Dourada, Serra Dourada e Lixiviação, que apuram atividades ilícitas na região desde 2023. Segundo as autoridades, o grupo operava laboratórios clandestinos utilizando processos químicos com cianeto para o refino do material extraído de forma irregular.
Relatórios periciais apontam que a degradação ambiental provocada pela organização criminosa supera R$ 180 milhões. Os envolvidos podem responder por crimes como usurpação de bens da União, extração ilegal de recursos minerais, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Caso sejam condenados, as penas somadas podem chegar a 29 anos de reclusão, refletindo a gravidade dos danos causados ao meio ambiente e ao patrimônio público.
