Milhares protestam em Praga contra reforma no financiamento da mídia pública
Manifestantes em Praga contestam plano do governo que reduz verbas e altera o modelo de financiamento das emissoras públicas de rádio e televisão.
Pontos principais
- O governo propõe que a mídia pública seja financiada pelo orçamento estatal com corte de 15% nos recursos.
- Críticos temem que a medida conceda ao governo controle político sobre o conteúdo jornalístico.
- O projeto foi aprovado em primeira leitura no Parlamento após restrições ao tempo de debate da oposição.
- Sindicatos de funcionários da mídia pública convocaram greve para o dia 3 de novembro.
Milhares de manifestantes reuniram-se na Old Town Square, em Praga, para protestar contra uma reforma governamental que altera o financiamento das emissoras públicas de rádio e televisão. O projeto, aprovado em primeira leitura pelo Parlamento durante a madrugada, prevê que as instituições passem a ser financiadas diretamente pelo orçamento estatal, acompanhado de um corte de 15% nos recursos atuais. A oposição e grupos da sociedade civil argumentam que a mudança ameaça a independência editorial, citando preocupações com a influência política observada em países vizinhos como Hungria e Eslováquia.
Em resposta à tramitação acelerada da proposta, que limitou o tempo de debate parlamentar, funcionários da mídia pública anunciaram uma greve para o dia 3 de novembro. A tensão política deve continuar nas próximas semanas, com um novo protesto já agendado para o dia 15 de novembro no Letná park. O governo defende a medida como uma reestruturação necessária, enquanto críticos seguem mobilizados para tentar barrar o avanço do projeto nas próximas etapas legislativas.
