Empresas revividas por gestores anteriores têm maior risco de falência
Estudo aponta que companhias insolventes readquiridas por ex-diretores em acordos de pré-embalagem falham mais e pagam menos aos credores.
Pontos principais
- Acordos de pré-embalagem permitem que gestores retomem o controle de empresas insolventes sem dívidas.
- A prática, conhecida como 'phoenixism', está associada a uma taxa de reincidência de falência superior.
- Credores recebem pagamentos significativamente menores em processos que envolvem a gestão anterior.
Uma pesquisa recente indica que empresas insolventes que passam por acordos de pré-embalagem, conhecidos como 'pre-pack', apresentam um risco elevado de nova falência. Nesses casos, os gestores originais frequentemente retomam o controle da entidade sob uma nova estrutura, eliminando passivos anteriores e reiniciando as operações sem o peso das dívidas acumuladas.
Essa prática, denominada 'phoenixism', tem gerado preocupações quanto à proteção dos credores. Segundo o estudo, tais acordos resultam em pagamentos substancialmente menores aos credores em comparação com outros processos de liquidação. A reincidência de falhas nessas companhias sugere que a estratégia de renascimento corporativo pode não ser sustentável a longo prazo, prejudicando a saúde financeira do ecossistema empresarial.
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