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Tensão em Tigray aumenta com impasse entre governo e rebeldes

Autoridades da Etiópia exigem desarmamento de rebeldes em Tigray, enquanto comandantes locais prometem manter a resistência armada na região.

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Foto: ABC News US World
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23/10 às 16:02

Pontos principais

  • Administração interina de Tigray solicita que combatentes rebeldes entreguem armas e retornem à vida civil.
  • Comandante do exército de Tigray, Fisseha Kidanu, declarou em rede nacional que a resistência contra o governo continuará.
  • Forças federais retomaram o controle da capital regional, Mekelle, no início de outubro.
  • Primeiro-ministro Abiy Ahmed acusa a TPLF de violar o acordo de paz de 2022 através de novos recrutamentos e compra de armamentos.
  • Relatos de um ataque aéreo em Finariwa indicam quatro mortes, elevando a preocupação com a estabilidade na região.

A região de Tigray enfrenta uma nova escalada de instabilidade após o governo federal retomar o controle de Mekelle em 4 de outubro. Enquanto a administração interina, apoiada por Adis Abeba, pressiona os combatentes rebeldes para que se desarmem e abandonem a luta armada, o comando militar da Frente de Libertação do Povo de Tigray (TPLF) reafirmou sua intenção de resistir. O primeiro-ministro Abiy Ahmed sustenta que o grupo insurgente descumpriu os termos do acordo de paz de Pretória, firmado em 2022, ao realizar recrutamentos forçados e adquirir novos equipamentos bélicos.

O cenário de tensão é agravado por denúncias de ataques aéreos, incluindo um suposto bombardeio por drone na localidade de Finariwa que teria deixado quatro vítimas fatais. Embora os incidentes ainda careçam de verificação independente, a retomada das hostilidades ameaça reverter os avanços diplomáticos dos últimos anos. A persistência do conflito coloca em risco a frágil estabilidade da Etiópia, que tenta superar os impactos de uma guerra devastadora ocorrida entre 2020 e 2022.

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