OpenAI descobre falha de execução remota de código na biblioteca Brotli
Segundo a OpenAI, dados Brotli elaborados de forma específica permitem execução remota de código sem autenticação, e Node.js, Bun, Envoy e Istio já têm versões corrigidas.
Pontos principais
- Ficam expostos os sistemas que decodificam, a partir de fontes não confiáveis, corpos de requisição, respostas de servidores, arquivos ou fontes tipográficas comprimidos com Brotli. Usar Brotli apenas para comprimir dados de saída não basta para estar exposto.
- Node.js, Bun, Envoy e Istio estão entre os softwares afetados; aplicativos Electron, bindings de Python e Java e o libcurl também devem ser verificados, pois podem embutir um decoder Brotli.
- A OpenAI lista como corrigidas as versões Node.js 22.23.4, 24.22.1 e 26.12.1; Bun 1.4.4; Envoy 1.40.0, 1.39.3, 1.38.6 e 1.37.8; Istio 1.29.9, 1.30.6 e 1.31.2; e Brotli 1.0.10, 1.1.1 e 1.2.1.
- Enquanto não atualiza, a OpenAI recomenda desabilitar a descompressão Brotli de dados não confiáveis; gzip e deflate podem continuar ativos.
A OpenAI descobriu, durante um exercício de red-teaming, uma falha de execução remota de código na biblioteca Brotli que não exige conta de usuário. Um servidor sem correção que aceita entrada comprimida pode ser tomado por um cliente malicioso, e um cliente sem correção, como o curl com --compressed, por um servidor malicioso.
A causa-raiz foi corrigida no código da Brotli em fevereiro, sem que se soubesse então que ela gerava uma falha de segurança. Só agora a biblioteca publicou novas versões e o CVE-2026-111497, e a OpenAI notificou projetos como o Node.js, que lançaram ou lançam atualizações.
Fontes primárias
Post da OpenAI no X: vulnerabilidade de execução remota de código na Brotli
Durante um exercício de red-teaming, a OpenAI encontrou uma vulnerabilidade que permite execução remota de código sem autenticação na Brotli, biblioteca de compressão amplamente implantada e incluída em softwares como Node.js, Bun e Envoy. Segundo a empresa, um servidor sem correção que aceita entrada comprimida pode ser tomado por um cliente malicioso, e um cliente sem correção (como `curl --compressed`) pode ser tomado por um servidor malicioso. A causa-raiz foi corrigida no código-fonte da Brotli em fevereiro, mas na época não se sabia que ela dava origem a uma vulnerabilidade de segurança e não havia release mais recente. A OpenAI notificou a Brotli e projetos downstream, como o Node.js, que lançaram ou estão lançando atualizações de segurança; a Brotli publicou novas versões e um CVE. Como a biblioteca é embutida em outros softwares, cada um precisa atualizar, e depois seus usuários.
Brotli vulnerability (CVE-2026-111497) — Patch the Planet
CVE-2026-111497, atualizada em 23/10/2026. Dados Brotli comprimidos de forma específica podem corromper memória e permitir execução remota de código em softwares afetados, incluindo Node.js, Bun e proxies Envoy ou Istio configurados para descompressão Brotli. Versões corrigidas: Node.js 22.23.4, 24.22.1 e 26.12.1; Bun 1.4.4 (inclui Brotli 1.2.1); Envoy 1.40.0, 1.39.3, 1.38.6 e 1.37.8 (1.36.12 também tem a correção, mas a linha 1.36 não é suportada); Istio 1.29.9, 1.30.6 e 1.31.2 (1.29 está fora de suporte); Brotli upstream 1.0.10, 1.1.1 e 1.2.1. Se não for possível atualizar imediatamente, desabilitar a descompressão Brotli de dados não confiáveis até o patch ser implantado. Afeta qualquer aplicação que passe dados controlados por atacante a um decoder Brotli afetado: corpos de requisição HTTP comprimidos, respostas de servidores não confiáveis e arquivos comprimidos.
Cobertura da mídia
@gdb: we've found and have been working on disclosure for a remote code execution in a widely-deployed compression library.
x.com • 23 out, 20:25
@OpenAI: During this red-teaming exercise, we also found a vulnerability that allows for unauthenticated remote code execution in Brotli, a widely-deployed compression library included in m…
x.com • 23 out, 19:55
