OpenAI demite três pesquisadores por manuseio de informações sensíveis
A OpenAI, sediada nos Estados Unidos, demitiu três pesquisadores de segurança que, segundo a empresa, violaram políticas sobre informações sensíveis sem que ela diga quais; os três negam ter sido a fonte de um vazamento ao The Information.
Pontos principais
- A OpenAI demitiu Tomek Korbak, Jasmine Wang e Mikita Balesni, pesquisadores de segurança e alinhamento de IA.
- Segundo a empresa, uma investigação interna concluiu que os três violaram políticas claras sobre o manuseio de informações sensíveis, mas ela não diz qual informação nem qual política.
- Os três negam ter sido a fonte do vazamento ao The Information sobre arquiteturas menos monitoráveis e dizem que não se engajaram com terceiros fora do mandato de seus cargos.
- Wang diz que acessou por engano um e-mail sensível em uma caixa de entrada delegada para recrutamento, que a TI não removeu, e que reportou o caso em minutos.
- A OpenAI diz que finaliza contratos com avaliadores externos de segurança e que os detalhes saem nas próximas semanas.
- Os três pedem que a empresa incorpore auditores externos, preserve a monitorabilidade de modelos de fronteira e defina regras claras para trabalhar com organizações externas.
A OpenAI, sediada nos Estados Unidos, demitiu os três pesquisadores e diz que mantém em sigilo questões de emprego, por isso não pretende travar uma troca pública de argumentos. Os demitidos criticam a forma abrupta e pública como a decisão foi comunicada e afirmam que não a levaram à imprensa.
Os dois lados dizem que a colaboração com organizações independentes de segurança é central. A OpenAI afirma que não desliga funcionários por levantar preocupações e concorda que preservar a monitorabilidade de modelos de fronteira exige um compromisso da indústria inteira, inclusive dela própria.
Fontes primárias
Nota dos líderes de pesquisa da OpenAI sobre as demissões (X, 9/10/2026)
A OpenAI afirma que, após uma investigação interna, desligou Jasmine, Mikita e Tomek por violarem 'políticas claras' sobre manuseio de informações sensíveis e por uma 'quebra de confiança significativa' além do que consta na carta que publicaram; a empresa não diz qual informação foi envolvida nem qual política foi violada. Diz que as decisões 'não foram sobre levantar preocupações de segurança ou se manifestar' e que não desliga funcionários por levantar preocupações. Confirma que está finalizando contratos com avaliadores externos de segurança, concorda com a carta sobre a necessidade de preservar a monitorabilidade de modelos de fronteira e mantém a decisão de não continuar o vínculo dos três.
OpenAI cannot make AI safe on its own (carta aberta, 8/10/2026)
Carta dos três pesquisadores demitidos aos comitês de segurança e supervisão da OpenAI (Safety and Security Committee, Safety Advisory Group e Mission Advisory Council). Negam ter sido a fonte do vazamento ao The Information sobre arquiteturas menos monitoráveis e dizem não ter se engajado com terceiros fora do mandato de seus cargos; a investigação do incidente do Hugging Face era sem precedentes e as políticas internas estavam sendo criadas em tempo real. Korbak foi o contato técnico da METR nessa investigação; Balesni diz ter removido detalhes sensíveis de materiais antes de compartilhá-los; Wang diz que tinha acesso delegado ao e-mail de um executivo para recrutamento, pediu a remoção, a TI não atendeu e ela abriu por engano um e-mail sensível, reportando o fato em minutos. Afirmam não ter levado a demissão à imprensa e criticam a comunicação 'abrupta e pública'. Pedem que a OpenAI cumpra o compromisso de incorporar auditores externos, preserve a monitorabilidade de modelos de fronteira e defina regras claras para colaboração com organizações externas de segurança.
