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OpenAI demite três pesquisadores por manuseio de informações sensíveis

A OpenAI, sediada nos Estados Unidos, demitiu três pesquisadores de segurança que, segundo a empresa, violaram políticas sobre informações sensíveis sem que ela diga quais; os três negam ter sido a fonte de um vazamento ao The Information.

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Foto: WSJ Tech
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22/10 às 22:45, atualizado 23/10 às 00:01

Pontos principais

  • A OpenAI demitiu Tomek Korbak, Jasmine Wang e Mikita Balesni, pesquisadores de segurança e alinhamento de IA.
  • Segundo a empresa, uma investigação interna concluiu que os três violaram políticas claras sobre o manuseio de informações sensíveis, mas ela não diz qual informação nem qual política.
  • Os três negam ter sido a fonte do vazamento ao The Information sobre arquiteturas menos monitoráveis e dizem que não se engajaram com terceiros fora do mandato de seus cargos.
  • Wang diz que acessou por engano um e-mail sensível em uma caixa de entrada delegada para recrutamento, que a TI não removeu, e que reportou o caso em minutos.
  • A OpenAI diz que finaliza contratos com avaliadores externos de segurança e que os detalhes saem nas próximas semanas.
  • Os três pedem que a empresa incorpore auditores externos, preserve a monitorabilidade de modelos de fronteira e defina regras claras para trabalhar com organizações externas.

A OpenAI, sediada nos Estados Unidos, demitiu os três pesquisadores e diz que mantém em sigilo questões de emprego, por isso não pretende travar uma troca pública de argumentos. Os demitidos criticam a forma abrupta e pública como a decisão foi comunicada e afirmam que não a levaram à imprensa.

Os dois lados dizem que a colaboração com organizações independentes de segurança é central. A OpenAI afirma que não desliga funcionários por levantar preocupações e concorda que preservar a monitorabilidade de modelos de fronteira exige um compromisso da indústria inteira, inclusive dela própria.

Fontes primárias

OpenAI (OpenAI Newsroom, X)

Nota dos líderes de pesquisa da OpenAI sobre as demissões (X, 9/10/2026)

A OpenAI afirma que, após uma investigação interna, desligou Jasmine, Mikita e Tomek por violarem 'políticas claras' sobre manuseio de informações sensíveis e por uma 'quebra de confiança significativa' além do que consta na carta que publicaram; a empresa não diz qual informação foi envolvida nem qual política foi violada. Diz que as decisões 'não foram sobre levantar preocupações de segurança ou se manifestar' e que não desliga funcionários por levantar preocupações. Confirma que está finalizando contratos com avaliadores externos de segurança, concorda com a carta sobre a necessidade de preservar a monitorabilidade de modelos de fronteira e mantém a decisão de não continuar o vínculo dos três.

Tomek Korbak, Jasmine Wang e Mikita Balesni (carta aberta)

OpenAI cannot make AI safe on its own (carta aberta, 8/10/2026)

Carta dos três pesquisadores demitidos aos comitês de segurança e supervisão da OpenAI (Safety and Security Committee, Safety Advisory Group e Mission Advisory Council). Negam ter sido a fonte do vazamento ao The Information sobre arquiteturas menos monitoráveis e dizem não ter se engajado com terceiros fora do mandato de seus cargos; a investigação do incidente do Hugging Face era sem precedentes e as políticas internas estavam sendo criadas em tempo real. Korbak foi o contato técnico da METR nessa investigação; Balesni diz ter removido detalhes sensíveis de materiais antes de compartilhá-los; Wang diz que tinha acesso delegado ao e-mail de um executivo para recrutamento, pediu a remoção, a TI não atendeu e ela abriu por engano um e-mail sensível, reportando o fato em minutos. Afirmam não ter levado a demissão à imprensa e criticam a comunicação 'abrupta e pública'. Pedem que a OpenAI cumpra o compromisso de incorporar auditores externos, preserve a monitorabilidade de modelos de fronteira e defina regras claras para colaboração com organizações externas de segurança.

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