Milhares de israelenses retornam ao país para votar em eleições
Cerca de 65 mil expatriados viajam a Israel para participar de um pleito acirrado que define o futuro político de Benjamin Netanyahu.
Pontos principais
- Cerca de 65 mil eleitores israelenses no exterior devem retornar ao país para votar no dia 27 de outubro.
- A legislação israelense exige voto presencial, obrigando expatriados a viajarem para exercer o direito ao voto.
- Pesquisas apontam empate técnico entre o premiê Benjamin Netanyahu e o opositor Gadi Eisenkot.
- A organização Aid Coalition coordena voos especiais através do programa Fly&Vote para facilitar o retorno dos cidadãos.
- O partido Likud tentou, sem sucesso, barrar judicialmente a iniciativa de transporte de eleitores.
Cerca de 65 mil cidadãos israelenses que residem no exterior estão retornando ao país para participar das eleições parlamentares marcadas para o dia 27 de outubro. Como a legislação local exige o voto presencial, a organização Aid Coalition tem coordenado voos especiais por meio do programa Fly&Vote para garantir a participação desses eleitores. O partido Likud, liderado pelo atual premiê Benjamin Netanyahu, tentou impedir a iniciativa na justiça, alegando interferência no processo eleitoral, mas o pedido foi negado.
O pleito é considerado um referendo sobre a gestão de Netanyahu e ocorre em um momento de alta tensão, sendo o primeiro desde o massacre de 7 de outubro de 2023. Com o país envolvido em conflitos em Gaza e contra o Irã, as pesquisas indicam um cenário de empate técnico entre o atual premiê e o opositor Gadi Eisenkot, do partido Yashar. A alta mobilização dos expatriados é vista como um fator determinante para o resultado final da disputa.
