Hackers usam IA para atacar mais de 400 instituições financeiras
Grupo criminoso utilizou modelos como Claude e Grok para automatizar ataques cibernéticos contra bancos e fintechs na América Latina.
Pontos principais
- O grupo CyberCartel criou o sistema CARLIY0S para automatizar invasões a instituições financeiras.
- Modelos de IA como Claude, Grok e Kimi foram usados para identificar vulnerabilidades e coletar dados.
- Criminosos burlaram filtros de segurança das IAs simulando pesquisas acadêmicas ou testes autorizados.
- Pesquisadores da Straiker localizaram um banco de dados com mais de 4 mil registros sensíveis.
- Anthropic e xAI iniciaram medidas de bloqueio e investigação sobre o uso indevido de suas ferramentas.
O grupo criminoso CyberCartel desenvolveu o sistema automatizado CARLIY0S para realizar ataques cibernéticos contra mais de 400 instituições financeiras na América Latina, incluindo bancos e fintechs. Para viabilizar a operação, os hackers utilizaram modelos de IA como Claude, Grok e Kimi, contornando restrições de segurança ao simular testes autorizados ou pesquisas acadêmicas. A estratégia permitiu a identificação ágil de vulnerabilidades e a coleta massiva de dados financeiros sensíveis.
A falha na segurança foi descoberta por pesquisadores da empresa Straiker, que acessaram um banco de dados do grupo contendo quase 4.500 registros, incluindo senhas, e-mails e chaves de API. Em resposta, a Anthropic bloqueou a credencial utilizada no Claude, enquanto a xAI afirmou estar analisando o uso indevido do Grok. O incidente levanta preocupações sobre o uso de ferramentas de IA generativa para a sofisticação de crimes cibernéticos e a proteção de dados no setor financeiro.
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