Bolsas europeias caem pelo segundo dia com PMI em queda e petróleo em alta
A atividade privada da zona do euro desacelerou em outubro, segundo a S&P Global, e as bolsas europeias recuaram pelo segundo dia.
Pontos principais
- O índice Stoxx 600 registrou queda de 0,46% na sessão desta sexta-feira.
- Segundo a S&P Global, o PMI composto de produção da zona do euro caiu para 51,9 em outubro, de 53,1 em setembro, o menor nível em quatro meses, mas ainda acima de 50.
- O PMI de serviços caiu para 51,7, de 53,0, e o de produção industrial para 52,4, de 53,6.
- A produção privada da França voltou à contração, depois de uma alta em setembro, a primeira em dez meses; Alemanha e o restante da zona do euro seguem crescendo, em ritmo menor.
- A confiança empresarial caiu ao menor nível em cinco meses, com queda mais forte na indústria.
- Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence, diz que o PMI é compatível com crescimento do PIB de 0,3% no trimestre, ritmo abaixo do de setembro, mas ainda entre os melhores dos últimos três anos.
- Ações da Kering, dona da Gucci, caíram quase 12% após redução nas vendas.
- O preço do barril de petróleo Brent subiu 1,2%, aproximando-se de US$ 110.
- Instabilidades políticas na França elevaram os juros dos títulos públicos de dez anos ao maior nível em 24 anos.
As bolsas europeias registraram queda pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira, em um cenário de cautela entre os investidores. Os indicadores são uma estimativa preliminar da S&P Global, baseada em cerca de 85% das respostas coletadas entre 12 e 21 de outubro. Os números finais da indústria saem em 2 de novembro, e os de serviços e do composto, em 4 de novembro.
Para Williamson, o principal motor da desaceleração é a inflação: os custos de insumos subiram com força, puxados por energia, e as empresas repassam preços para proteger margens. Juros mais altos também começam a pesar sobre a demanda, e ele avalia que o quadro de crescimento com inflação persistente deve alimentar a especulação sobre um aperto mais agressivo do Banco Central Europeu (BCE).
Na França, a S&P Global registra a confiança empresarial no menor nível desde 2012, excluída a pandemia, em meio à instabilidade política e à incerteza.
O mercado ainda monitora preocupações relacionadas ao comércio de inteligência artificial.
