Projeto de licenciamento energético BAAJA enfrenta intensa pressão de lobby
Legislação sobre licenciamento de projetos energéticos nos EUA mobiliza setores industriais e enfrenta resistência de procuradores democratas.
Pontos principais
- O Bipartisan American Affordability and Jobs Act (BAAJA) foi introduzido em 30 de setembro.
- Empresas de petróleo, gás, energias renováveis e mineração buscam influenciar o texto da lei.
- Procuradores-gerais democratas de nove estados enviaram carta expressando preocupações com a proposta.
- A primeira votação processual sobre o projeto está agendada para o dia 9 de novembro.
O Bipartisan American Affordability and Jobs Act (BAAJA), apresentado em 30 de setembro, tornou-se o centro de uma intensa mobilização de lobby nos Estados Unidos. Diversos setores, incluindo as indústrias de petróleo, gás, mineração e energias renováveis, buscam moldar as disposições da legislação para favorecer seus interesses estratégicos. O debate ocorre em um momento de tensões crescentes sobre o licenciamento de projetos energéticos, exacerbadas pela recente intervenção do Departamento do Interior em um empreendimento eólico da Avangrid.
A proposta enfrenta resistência política significativa, com procuradores-gerais democratas de nove estados manifestando preocupações formais aos legisladores sobre os impactos do projeto. Paralelamente, parlamentares criticam a postura do governo federal, questionando como tais ações podem afetar a viabilidade dos acordos de licenciamento previstos na nova lei. O desfecho dessas negociações será testado em 9 de novembro, data prevista para a realização da primeira votação processual sobre o BAAJA no Congresso.
