Citi rebaixa recomendação da Motiva para neutra após rali das ações
O Citi rebaixou a Motiva (MOTV3), no Brasil, de compra para neutra, por potencial de alta limitado após a alta recente das ações, mas elevou o preço-alvo de R$ 16,60 para R$ 20,40.
Pontos principais
- Citi reduziu a recomendação da Motiva (MOTV3) de compra para neutra.
- Preço-alvo subiu de R$ 16,60 para R$ 20,40, principalmente pela queda das taxas de juros.
- A valorização recente das ações foi impulsionada pelo cenário eleitoral.
- Segundo o Citi, a ação negocia com TIR real de 8,2%, prêmio de 1,3 p.p. sobre os títulos soberanos brasileiros, perto das mínimas históricas.
- Só 21% da dívida indexada à inflação, considerando swaps, custa igual ou mais que a taxa real soberana de longo prazo.
- A venda da divisão de aeroportos, prevista para o 3T26, deve gerar R$ 5,2 bilhões em caixa.
- Tráfego mais fraco no 3T26 e menor crescimento do PIB pressionaram as estimativas de resultado.
- Aditivos da SPVias, AutoBAn e Linhas 5 e 17 podem render menos com a queda dos juros, e parte pode ficar para o primeiro semestre de 2027.
Segundo o Citi, a alta recente dos papéis, puxada pelo cenário eleitoral, deixou pouco espaço para novos ganhos. O banco mantém visão construtiva sobre os fundamentos da companhia e vê oportunidades de melhoria no portfólio.
Para o Citi, a alavancagem da Motiva é inferior à dos pares do setor de rodovias, e o perfil de crédito mais robusto permite captar a custos menores que os concorrentes. Isso também limita o ganho com refinanciamentos: a ação é menos sensível aos juros que os pares, o que protege em cenários de alta das taxas, mas reduz o potencial se elas caírem.
Com a queda dos juros, os termos dos aditivos podem ser revistos, porque o fluxo de caixa livre marginal dos contratos usa como custo da dívida a média de 60 dias das taxas reais dos títulos soberanos.
