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Brasil registra safra recorde de 1,6 milhão de toneladas de maçã

A ABPM estima a safra 2025/26 de maçã em 1,6 milhão de toneladas, a maior da história do país, e as exportações de janeiro a setembro foram cerca de 3,5 vezes as do mesmo período de 2025.

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Foto: Canal Rural
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22/10 às 15:45, atualizado 20:31

Pontos principais

  • A ABPM estima produção de 1,6 milhão de toneladas na safra 2025/26, 23% acima do recorde de 1,3 milhão de toneladas de 2017.
  • Santa Catarina colheu cerca de 830 mil toneladas, com 52% da área cultivada; o Rio Grande do Sul, cerca de 710 mil, com 44% da área.
  • A ABPM informa exportações de 48,6 mil toneladas e US$ 49,6 milhões em 2026, ante 13 mil toneladas em 2025.
  • Comex Stat (MDIC): as exportações de janeiro a setembro de 2026 foram cerca de 3,5 vezes as do mesmo período de 2025.
  • Índia (18,1 mil toneladas) e Arábia Saudita (10,1 mil) foram os principais destinos; a fruta chegou a mais de 25 países.
  • A ABPM projetava 100 mil toneladas exportadas no ciclo e atribui o volume abaixo disso ao conflito no Oriente Médio.

A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) estima que o Brasil colheu cerca de 1,6 milhão de toneladas na safra 2025/26, a maior da história e 23% acima do recorde de 2017. Santa Catarina respondeu por cerca de 830 mil toneladas, com 52% da área cultivada, e o Rio Grande do Sul por cerca de 710 mil, com 44% da área. São estimativas da entidade, não levantamento oficial.

Segundo a ABPM, as exportações chegaram a 48,6 mil toneladas em 2026, ante 13 mil em 2025, e somaram US$ 49,6 milhões. O Comex Stat, do MDIC, mostra que o volume de janeiro a setembro ficou cerca de 3,5 vezes o do mesmo período de 2025. A Índia foi o principal destino, com 18,1 mil toneladas, seguida pela Arábia Saudita, com 10,1 mil.

A entidade projetava 100 mil toneladas exportadas no ciclo e atribui a diferença ao conflito no Oriente Médio, que limitou as vendas para a região, provocou sobreoferta em outros mercados e dificultou a logística. Para o consumidor, o diretor executivo Moisés Lopes de Albuquerque diz que a produção nacional garante maior acesso à fruta. A ABPM defende a abertura dos mercados do México e da Malásia.

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