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Anthropic e Theorem Labs usam Claude para verificar segurança de software

A Anthropic, dos EUA, diz que, com a Theorem Labs, o Claude provou propriedades de segurança em 123 bibliotecas de código aberto no nível de assembly, e que as provas revelaram centenas de bugs.

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22/10 às 19:45, atualizado 23/10 às 06:32

Pontos principais

  • A Theorem Labs forneceu a semântica das instruções RISC-V e dos processos Linux usada nas provas.
  • As provas cobrem 239 pontos de entrada de 123 bibliotecas de código aberto do OSS-Fuzz, no nível de assembly RISC-V.
  • Segundo a Anthropic, nenhum desses pontos de entrada apresenta crash, erro de memória ou assertion falha para entradas de até 64 MB.
  • As garantias valem para programa single-thread, binário estático, memória fixa, RISC-V com musl e Linux, segundo a Anthropic.
  • O trabalho levou algumas semanas e somou cerca de 180 milhões de linhas de Rocq, com prova típica de cerca de 600 mil.
  • Ao escrever as provas, o Claude corrigiu os bugs que encontrou; a Anthropic relata centenas de bugs revelados.
  • A Anthropic relata que o modelo poderia reescrever o programa para tornar o teorema trivial; a equipe penalizou qualquer patch e auditou todos.
  • Em outro caso, o Claude provou no nível binário a zlib do kernel Linux, a partir de uma especificação derivada da RFC 1950.

A Anthropic, dos EUA, anunciou uma parceria com a Theorem Labs para usar o Claude na verificação formal de segurança de software. Segundo a empresa, é o primeiro esforço em larga escala de IA na verificação formal de software de produção, no nível de assembly.

A própria Anthropic ressalva que “formalmente verificado” não significa “sem bugs”. A especificação, os modelos de RISC-V e Linux, o checker Rocq e o hardware seguem na base confiável, e as provas modelam binários RISC-V estáticos com musl, não os x86 ou ARM com glibc dinâmica da maioria dos usuários.

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