Advogado revela falhas técnicas em execução de Christa Pike
Em declaração sob pena de perjúrio, o advogado Randy Spivey, que acompanhou Christa Pike, descreve cerca de 50 minutos de tentativas de acesso venoso durante a execução no Tennessee e mais de uma hora de dificuldade para respirar até a notícia de que uma ambulância estava a caminho.
Pontos principais
- Spivey conta que a equipe de acesso venoso usou cerca de dez agulhas, nos dois braços e no ombro esquerdo.
- Às 18h53 e às 19h07 integrantes da equipe disseram que a veia podia estar estourada; às 18h57, dois deles não conseguiam dizer se havia sangue ou se a veia estava estourada.
- Às 18h59, segundo Spivey, a linha do braço esquerdo foi dada como não estabelecida, com a agulha aparentemente severamente entortada.
- Às 19h13 a equipe disse a Pike que tinha conseguido; às 19h23, segundo Spivey, o soro passou pela linha “com dificuldade”, e às 19h24 os técnicos saíram da câmara.
- Segundo Spivey, o diretor da prisão atribuiu o problema à posição da linha e à fita “apertada demais”.
- Às 20h03 Spivey viu o braço direito de Pike roxo abaixo do cotovelo e diz que a cor pode ter surgido antes.
- Às 20h15 Spivey disse aos funcionários que o protocolo de 2025 não prevê uma terceira aplicação de pentobarbital e pediu a interrupção da execução.
- Às 21h10 Spivey foi informado de que a equipe médica fazia manobras de reanimação e dava oxigênio a Pike.
Segundo o advogado Randy Spivey, que atuou como advogado-testemunha de Christa Pike na execução de 30 de setembro no Tennessee, a Suprema Corte dos EUA anulou por volta das 18h a suspensão concedida pelo Tribunal de Apelações do Sexto Circuito. Às 18h33 quatro pessoas entraram na câmara de execução, ao menos três delas da equipe de acesso venoso, e a busca por uma veia durou cerca de 50 minutos.
Às 19h26 a cortina da sala de testemunhas se abriu, e Pike cantava com seu conselheiro espiritual quando, às 19h34, disse que parecia que o braço ia estourar e que queimava. Às 19h44 a respiração dela estava visivelmente difícil, e a cortina se fechou às 19h46, voltou a abrir e se fechou pela última vez às 20h05.
Entre 20h25 e 20h45 Spivey diz não ter ouvido da sala nenhum som de atendimento médico na câmara, enquanto Pike continuava a roncar e a engasgar. Depois das 20h05 ele não viu mais a câmara, e fala “ao melhor do seu conhecimento”. Não diz se a terceira aplicação chegou a acontecer.
