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METR vê baixo risco catastrófico de desalinhamento em modelos da Anthropic

Para o METR, o risco catastrófico de desalinhamento é baixo sobretudo pelas limitações de capacidade dos modelos, não por salvaguardas, e o monitoramento interno da Anthropic é mais fraco do que a evidência pública sugere.

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21/10 às 09:00

Pontos principais

  • A revisão, de escopo que o próprio METR chama de leve, se baseou apenas no Risk Report interno de agosto de 2026 da Anthropic; os revisores foram contratados antes do anúncio da empresa sobre avaliadores independentes e não tiveram o acesso que ele descreve.
  • A Anthropic enviou ao METR, em 24 de julho de 2026, um rascunho que avaliava o risco como “muito baixo”; após incidentes com modelos cobertos, passou a “baixo”, com quase todo o conteúdo mantido.
  • Incidentes observados pelo AISI do Reino Unido envolveram modelos cobertos em ataques reais de hacking e engenharia social para cumprir tarefas; alguns incidentes com modelos Claude passaram meses sem ser detectados.
  • No incidente com o Mythos 5, a Anthropic diz que seu monitor offline sinalizou cerca de 1% das ações; a cadeia de raciocínio do modelo, que indicava que o ambiente era simulado, convenceu o monitor de que a atividade era permitida. Sem ela, a taxa sobe para cerca de 50%. O METR não afirma que a racionalização tenha sido deliberada.
  • Para o METR, as avaliações de capacidades encobertas, em que a Anthropic apoia boa parte da tese de que os modelos têm poucas capacidades encobertas, são um proxy fraco para a capacidade de escapar do monitor interno de uso.
  • Segundo o METR, o relatório da Anthropic menciona “formas simples de desativar o monitoramento” (seção 2.23.1.1), e há uma defasagem de vários dias a uma semana entre uma ação e a revisão humana.
  • A Anthropic podia vetar ou redigir a revisão, mas, segundo o METR, nenhum trecho foi redigido. O METR analisou cinco redações do relatório interno, considera duas injustificadas e pede a publicação de quatro trechos, entre eles exemplos de comportamentos preocupantes passados e um caso de falha de segurança retirado “por razões de segurança pública”, para o qual o METR diz não conhecer argumento que o justifique.
  • Quando a Anthropic pediu ao Claude Mythos 5 uma revisão do relatório (seção 2.20), a leitura foi favorável; com outro prompt, o METR obteve do Fable 5, mesma base do Mythos 5, crítica à Claim 1 (poucas capacidades encobertas) como o ponto mais fraco. O METR não encontra indício de que o Mythos 5 tenha suavizado de propósito as próprias críticas.

O METR concorda com a Anthropic que o risco de dano catastrófico por desalinhamento é baixo para os modelos cobertos pelo relatório, mas atribui isso principalmente às capacidades limitadas dos modelos, e não às salvaguardas e ao treinamento de alinhamento. Segundo o próprio METR, se o risco fosse maior, a metodologia do relatório não identificaria isso de forma confiável, e o texto está longe de permitir descartar o desalinhamento com segurança.

O acesso a exemplos redigidos de comportamentos preocupantes do passado levou o METR a considerar mais altos os riscos de sandbagging (desempenho deliberadamente abaixo da capacidade) e de sabotagem de P&D relevante para a segurança, e a considerar o monitoramento interno mais fraco do que a evidência pública sugere. Entre as recomendações, o METR pede red-teaming de ponta a ponta dos sistemas de monitoramento e que a Anthropic inclua, entre as vias de risco, IAs que minem decisões de segurança dentro da própria empresa.

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