Malásia proíbe servidores públicos de usar aplicativo Waze
Governo malaio proíbe servidores públicos de usar o Waze, alegando risco de exploração pelo regime israelense de dados oficiais e de deslocamento de cidadãos.
Pontos principais
- A decisão foi tomada pelo Comitê Nacional de Segurança Cibernética (JKSN) em sua terceira reunião de 2026, em 20 de outubro, presidida por Anwar Ibrahim.
- O chefe da Secretaria do Governo, Tan Sri Shamsul Azri Abu Bakar, assinou circular que manda aplicar a proibição de imediato em ministérios, departamentos federais, secretarias estaduais, órgãos estatutários e conselhos locais.
- Segundo o Gabinete do Primeiro-Ministro, a Waze Mobile Ltd, controladora dos dados dos usuários, está constituída e sujeita à lei israelense.
- Anwar pediu à população que apague o aplicativo e migre para o TuJu, plataforma de mobilidade desenvolvida pela Malaysian Highway Authority e pela Prosignal Consortium Sdn Bhd.
- A Nacsa, agência de segurança cibernética ligada ao Conselho de Segurança Nacional, confirmou à imprensa que a circular é autêntica; ela havia circulado nas redes sociais.
- Sanções para quem descumprir a proibição e prazo de vigência não foram informados.
Em Kuala Lumpur, o governo da Malásia proibiu os servidores públicos de usar o aplicativo de navegação Waze. A decisão foi tomada em 20 de outubro pelo Comitê Nacional de Segurança Cibernética (JKSN), presidido pelo primeiro-ministro Anwar Ibrahim, e formalizada em circular do chefe da Secretaria do Governo, Tan Sri Shamsul Azri Abu Bakar. A circular manda que secretários-gerais, chefes de departamentos federais, secretários estaduais e dirigentes de órgãos estatutários e conselhos locais comuniquem a medida a todos os seus subordinados, para aplicação imediata.
Segundo o Gabinete do Primeiro-Ministro, a proibição protege informações sensíveis do governo, como logística oficial e registros de deslocamento de pessoas, contra a exploração pelo regime israelense. O argumento é que a Waze Mobile Ltd, controladora dos dados dos usuários, está constituída e opera sob a lei de Israel. Anwar pediu à população que apague o aplicativo e migre para o TuJu, que, segundo ele, oferece garantias de governança e privacidade de dados.
Fontes primárias
Circular sobre o uso do Waze por servidores públicos (20/10/2026)
Circular datado de 20/10/2026, assinado pelo Ketua Setiausaha Negara, Tan Sri Shamsul Azri Abu Bakar, manda que os servidores públicos deixem de usar o Waze imediatamente. A decisão segue a reunião do Comitê Nacional de Segurança Cibernética (JKSN), presidida por Anwar Ibrahim no mesmo dia. Secretários-gerais dos ministérios e chefes de departamento devem comunicar a decisão a todos os servidores sob sua supervisão, inclusive em agências e departamentos vinculados, para implementação imediata. Dúvidas e pedidos de esclarecimento vão à Nacsa (Agência Nacional de Segurança Cibernética), do Conselho de Segurança Nacional no Departamento do Primeiro-Ministro. Segundo o The Star, a Nacsa confirmou a autenticidade do documento, que circulou nas redes sociais.
Kenyataan do Pejabat Perdana Menteri sobre o Waze (21/10/2026)
A proibição do Waze para servidores federais se justifica pela proteção de informações sensíveis do governo e de dados pessoais. A decisão considera que a Waze Mobile Ltd, controladora dos dados dos usuários, é constituída e opera sob a lei israelense: "Informações sensíveis do governo e os dados pessoais do povo devem ser protegidos contra a exploração pelo regime israelense de maneiras que possam comprometer a segurança nacional e a soberania." O primeiro-ministro pede que todos os malaios deixem de usar o Waze e migrem para alternativas locais, como o TuJu, por suas garantias de segurança e proteção de dados. A medida formaliza a decisão do JKSN tomada em 20/10. Conclusão da nota: "A postura do governo MADANI é firme, e fecharemos qualquer brecha que o regime israelense possa explorar para ameaçar a segurança do país e de seu povo." Trechos citados em tradução do inglês.
