Um terço dos executivos dos EUA confia mais na IA do que no próprio julgamento
Pesquisa da Charter com usuários de IA nos EUA aponta que 32,8% dos executivos confiam mais na tecnologia do que no próprio julgamento em decisões de trabalho, contra 16,3% dos trabalhadores.
Pontos principais
- 32,8% dos executivos dizem confiar mais na IA do que no próprio julgamento em decisões de trabalho; entre gerentes são 34,8%, e entre trabalhadores sem cargo de gestão, 16,3%.
- 53,8% dos executivos dizem confiar muito ou completamente nas saídas da IA, contra 50,6% dos gerentes e 21,5% dos trabalhadores.
- Cerca de um terço de gerentes e executivos diz confiar mais na IA do que em um colega que conhece bem o assunto; entre os trabalhadores, são menos de 16%.
- 81% dos executivos dizem checar sempre ou geralmente as saídas da IA antes de usá-las, contra 71% dos trabalhadores e 68% dos gerentes.
- 20% dos executivos dizem usar com regularidade ou frequência saídas em que têm dúvidas, contra 6% dos trabalhadores.
- 76% dos trabalhadores dizem não estar claro, ou só um pouco, como seus cargos vão evoluir com a IA; entre os executivos, são 34%.
- A amostra tem 5.002 trabalhadores de escritório nos EUA que usam IA no trabalho, ouvidos em agosto de 2026.
A Charter ouviu, em agosto de 2026, 5.002 trabalhadores de escritório nos Estados Unidos que usam IA no trabalho, e fez 91 entrevistas em setembro. A pesquisa mede a confiança que as pessoas declaram sobre si mesmas, não se os executivos de fato seguem a IA em decisões consequentes. Os dados também não descrevem quem não usa IA, e a Charter registra que eles indicam associações, não causas.
Segundo a Charter, executivos checam mais o trabalho da IA do que gerentes, mas também usam com mais frequência resultados que duvidam. Nas entrevistas, mais da metade dos participantes citou a IA como ameaça ao próprio emprego, e a incerteza sobre os cargos pesa sobretudo entre os trabalhadores.
