Crise energética global ameaça segurança alimentar até 2027
Relatório do S&P Global aponta que custos de energia e conflitos geopolíticos devem elevar preços de alimentos e fertilizantes nos próximos anos.
Pontos principais
- Conflitos no Irã e entre Rússia e Ucrânia restringem o fornecimento de insumos agrícolas.
- O preço do enxofre no Oriente Médio atingiu o recorde de 1.000 dólares por tonelada métrica.
- O FMI projeta alta de 10% nos preços dos fertilizantes em 2026.
- Países de baixa renda são os mais vulneráveis ao aumento dos custos alimentares.
Um relatório recente do S&P Global Institute alerta que a convergência entre instabilidades geopolíticas, eventos climáticos extremos e custos elevados de energia pode desencadear uma crise de segurança alimentar global. Conflitos em regiões estratégicas, como o Irã e o leste europeu, têm restringido o acesso a insumos essenciais e encarecido o transporte e a operação de maquinário agrícola. Além disso, a escassez de diesel tem impulsionado a produção de biocombustíveis, desviando culturas que seriam destinadas ao consumo humano.
O cenário econômico para os próximos anos permanece preocupante, com o Fundo Monetário Internacional prevendo um aumento de 10% nos preços dos fertilizantes até 2026. A alta nos custos de produção, somada à pressão do fenômeno El Niño sobre as colheitas, deve elevar os preços dos alimentos globalmente até 2027. Países de baixa renda, onde a alimentação consome metade do orçamento doméstico, enfrentam o maior risco de desestabilização social e econômica diante dessa escalada de preços.
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