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Investimento em startups na América Latina cresce 26% no 3º trimestre

Startups latino-americanas captaram US$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta de 26% na comparação anual e queda de 9% frente ao segundo trimestre, com rodadas de crescimento e late-stage respondendo por mais da metade do total, segundo a Crunchbase.

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Foto: Startups
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19/10 às 08:32, atualizado 17:02

Pontos principais

  • Segundo a Crunchbase, o total de US$ 1,3 bilhão ficou 9% abaixo do segundo trimestre, mas 26% acima do mesmo período de 2025.
  • Rodadas de growth e late-stage somaram US$ 757 milhões, alta de 74% na comparação anual e recuo de 21,3% frente ao segundo trimestre.
  • Rodadas seed e angel somaram cerca de US$ 266 milhões, alta de 128% sobre o segundo trimestre.
  • Rodadas early-stage, como as séries A e B, somaram cerca de US$ 288 milhões, queda de 34% em um ano.
  • O México captou US$ 1,52 bilhão nos três primeiros trimestres de 2026, 40,7% mais que os US$ 1,08 bilhão do Brasil.
  • As duas maiores rodadas do trimestre foram de empresas de energia, e não de fintechs: a Black Giant, do Chile, ligada ao projeto de lítio da EnergyX, captou US$ 225 milhões em julho, e a Erco Energía, da Colômbia, US$ 129 milhões em agosto.

Nos três primeiros trimestres, o México superou o Brasil em aportes, algo que a Crunchbase classifica como incomum, já que o Brasil costuma liderar a região. Igor Piquet, da Endeavor Catalyst, diz que o capital mexicano se concentra em poucas empresas, enquanto o Brasil segue com mais negócios e lidera as saídas realizadas.

Allen Taylor, também da Endeavor Catalyst, afirma que investidores internacionais estiveram mais ativos no Brasil nos três primeiros trimestres de 2026 do que em 2024 e 2025 somados. Ana Cristina Gadala-Maria, da QED Investors, diz que esses investidores estão mais seletivos e apostam em temas, não em geografias. A Crunchbase aponta que o interesse se concentra em empresas de IA nativa e em infraestrutura financeira, como stablecoins e pagamentos transfronteiriços.

A Crunchbase fecha os dados em 5 de outubro de 2026 e ressalva que rodadas seed costumam ser reportadas semanas ou meses após o fechamento, então os números do trimestre podem subir. Taylor espera que novas saídas, com possíveis listagens na NYSE da Wellhub, da CloudWalk ou da Creditas, tragam investidores globais de volta de forma consistente em 2027.

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