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Jovem norueguês é condenado a 20 anos por plano de assassinato no Reino Unido

Johannes Kongsnes Natland, de 19 anos, foi condenado no Old Bailey, em Londres, a 20 anos de prisão por conspiração para assassinato; a polícia diz que a missão veio da rede Foxtrot, mas não encontrou ligação direta com o Irã no caso.

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Foto: G1 Mundo
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16/10 às 10:01, atualizado 12:32

Pontos principais

  • Natland foi condenado a 20 anos de prisão, com mínimo de 13 anos a cumprir, por conspiração para assassinato; pela posse de armas e munição, da qual já se declarara culpado, a pena é de cinco anos, concorrente.
  • Ele foi preso num hotel de Huddersfield, na Inglaterra, em 19 de março de 2025, dois dias depois de chegar ao Aeroporto de Manchester, com uma pistola semiautomática, um revólver e 19 balas.
  • Mensagens recebidas nas redes sociais enquanto ele estava na Noruega propunham o assassinato por 25 mil euros; o usuário 'Agent 47' deu as instruções de voo e de chegada.
  • A CTP London diz que ele foi instruído por alguém da rede Foxtrot, sancionada pelo Reino Unido e pelos EUA por ataques a alvos judeus e israelenses na Europa a mando do regime iraniano.
  • A comandante Helen Flanagan diz que o alvo nunca foi identificado e que a polícia não encontrou nenhuma evidência de ligação direta com o Irã neste caso.
  • No julgamento, Natland afirmou que pretendia apenas atirar no próprio pé para evitar represálias caso recusasse a missão; o júri o considerou culpado.
  • Seguem investigadas pessoas suspeitas de ajudar a obter as armas e um carro roubado; um homem de 27 anos, preso em setembro de 2025 por suspeita de conspiração para assassinato, foi liberado sob investigação.

O norueguês Johannes Kongsnes Natland foi condenado no Old Bailey, tribunal criminal de Londres, por conspiração para cometer assassinato. Segundo a comandante Helen Flanagan, da Counter Terrorism Policing London, ele foi preso horas antes de executar o assassinato, em operação conjunta com a polícia de West Yorkshire, a Counter Terrorism Policing North East e autoridades norueguesas.

Flanagan afirma que Estados estrangeiros hostis recrutam pessoas online com promessas de grandes somas. Segundo ela, os mandantes veem os executores como 'ativos descartáveis', usados enquanto convém e abandonados quando as circunstâncias mudam, e não os protegerão das consequências: prisão, processo e uma longa pena.

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