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Aumento de feminicídios em Camarões gera protestos e pressão por lei

O crescimento nos casos de assassinatos de mulheres em Camarões pressiona o governo a criar uma legislação específica para punir o feminicídio.

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Foto: ABC News US World
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15/10 às 02:31

Pontos principais

  • O Ministério de Assuntos Femininos registrou quase 70 assassinatos de mulheres em 2025.
  • O código penal atual não prevê o feminicídio como um crime autônomo, dificultando julgamentos.
  • Ativistas denunciam que a impunidade e a falta de recursos impedem a justiça para as vítimas.
  • O governo planeja enviar um projeto de lei ao parlamento em novembro para criminalizar o feminicídio.

O aumento nos casos de assassinatos de mulheres em Camarões tem provocado uma onda de protestos no país. Dados do Ministério de Assuntos Femininos indicam que quase 70 mulheres foram mortas este ano, superando os registros de 2024 e 2023. A morte da professora Geraldine Achiah, supostamente espancada pelo marido em setembro, tornou-se um símbolo da urgência por mudanças no sistema judiciário local.

Atualmente, o código penal camaronês não possui uma lei específica para o feminicídio, obrigando juízes a recorrerem a normas gerais de homicídio. Ativistas apontam que a impunidade e a corrupção dificultam a punição dos agressores. Em resposta à pressão popular, o governo trabalha em um projeto de lei para tornar o feminicídio um crime autônomo, com previsão de envio ao parlamento em novembro.

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