Restrição do benefício Pip no Reino Unido não geraria economia, diz estudo
Thinktank alerta que cortar auxílio para autismo e TDAH prejudicaria a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho sem trazer ganhos fiscais.
Pontos principais
- A Resolution Foundation avaliou propostas de reforma no sistema de benefícios britânico.
- O estudo aponta que excluir condições de saúde mental e neurodesenvolvimento é ineficaz.
- Especialistas afirmam que as metas de economia propostas são irrealistas.
- A medida pode dificultar a manutenção de empregos por pessoas com TDAH, autismo ou ansiedade.
O thinktank Resolution Foundation publicou um relatório alertando que restringir o acesso ao benefício Pip para pessoas com TDAH, autismo ou ansiedade não traria economias significativas aos cofres públicos. Segundo a organização, as propostas de reforma que visam excluir condições de saúde mental e neurodesenvolvimento do sistema de auxílio são baseadas em metas financeiras irrealistas e superficiais.
Além da ineficácia fiscal, o estudo destaca que a medida poderia prejudicar severamente a capacidade desses indivíduos de ingressar ou permanecer no mercado de trabalho. Ao retirar o suporte financeiro essencial, o governo corre o risco de criar barreiras adicionais para a inclusão produtiva, em vez de promover a autonomia que as políticas públicas deveriam incentivar.
