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Google e governo de Singapura lançam IA para detectar golpes

O Google DeepMind e a GovTech de Singapura lançaram um modelo que roda no celular e alerta usuários sobre tentativas de golpe em tempo real, sem enviar conversas à nuvem.

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Foto: DeepMind
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13/10 às 23:01, atualizado 23:45

Pontos principais

  • O modelo é um Gemma ajustado com conversas de golpes locais, incluindo falsas instituições públicas, bancos, figuras locais e esquemas regionais.
  • A análise acontece no próprio smartphone e não envia conversas à nuvem, o que permite atuar em aplicativos de mensagens com criptografia de ponta a ponta.
  • Golpes são mais da metade dos crimes reportados em Singapura e somam mais de S$ 4 bilhões em perdas desde 2019.
  • A engenharia social responde por até 80% de todas as perdas.
  • Um classificador leve filtra as mensagens recebidas; um segundo estágio, com o Gemma, analisa um trecho maior da conversa para confirmar a ameaça ou descartar o alarme falso.
  • Ao identificar manipulação, o aparelho emite um aviso em tempo real pedindo cautela antes de compartilhar informações sensíveis ou dinheiro.
  • O ajuste fino ocorreu no ambiente gerenciado da GovTech no Google Cloud, com dados anonimizados de relatos de golpes e sem dados pessoais de cidadãos.
  • O modelo foi testado com diálogos sintéticos e corpora locais e apresentado no Singapore International Cyber Week (SICW 2026).

O Google DeepMind e a GovTech de Singapura apresentaram um modelo de detecção de golpes que roda no próprio celular. Segundo o Google DeepMind, o Gemma, ajustado com conversas de golpes locais, analisa as mensagens no aparelho sem enviá-las à nuvem, o que permite atuar mesmo em plataformas com criptografia de ponta a ponta.

Golpes são mais da metade dos crimes reportados em Singapura, com mais de S$ 4 bilhões em perdas desde 2019, e a engenharia social responde por até 80% delas, segundo o Google DeepMind. O modelo funciona em dois estágios: um classificador leve filtra as mensagens recebidas, e o Gemma analisa um trecho maior da conversa para confirmar a ameaça ou descartar o alarme falso. Ao identificar manipulação, o aparelho alerta o usuário para pausar antes de compartilhar informações sensíveis ou dinheiro.

O ajuste fino, segundo o Google DeepMind, ocorreu no ambiente gerenciado da GovTech no Google Cloud, com dados anonimizados de relatos de golpes e sem informações pessoais de cidadãos.

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