Filipinas planejam lei contra interferência estrangeira para 2028
Governo filipino busca endurecer regras contra agentes estrangeiros antes das eleições de 2028 em meio a temores de segurança nacional.
Pontos principais
- O governo das Filipinas prepara legislação para conter interferência estrangeira antes do pleito de 2028.
- A medida foi motivada por operações de jogos de azar online suspeitas próximas a instalações militares.
- Investigações apontam transferências financeiras da China ligadas a aliados da vice-presidente Sara Duterte-Carpio.
- Autoridades prenderam 76 estrangeiros em Quezon City por envolvimento com atividades ilegais de apostas.
O governo das Filipinas anunciou planos para implementar uma nova legislação voltada ao combate da interferência estrangeira no país. A iniciativa, que deve entrar em vigor antes das eleições presidenciais de 2028, surge como uma resposta a crescentes preocupações com a segurança nacional e a soberania do Estado. O debate ganhou força após uma operação policial em um centro de jogos de azar online, localizado próximo à sede militar, resultar na prisão de 76 estrangeiros suspeitos de atividades ilícitas.
Além das operações de apostas, o clima político foi tensionado por relatos de transferências financeiras originadas na China, supostamente vinculadas a uma empresa associada à família da vice-presidente Sara Duterte-Carpio. Críticos e defensores dos direitos civis temem que a nova lei possa ser utilizada para restringir a liberdade de expressão e perseguir opositores políticos sob o pretexto de defesa nacional. O governo, contudo, sustenta que o endurecimento das regras é essencial para proteger o processo democrático contra influências externas indevidas.
