Estudo aponta lacuna no uso de IA para resposta a ondas de calor
Pesquisa revela que quase a totalidade das tecnologias de IA foca em previsão, deixando de lado a preparação prática para emergências climáticas.
Pontos principais
- Apenas 1,6% dos estudos sobre IA e calor extremo abordam a preparação para desastres.
- Mortes por altas temperaturas nos EUA cresceram 53% na última década.
- Google expandiu ferramentas de mapeamento de resiliência térmica para 50 cidades.
- Especialistas defendem sistemas de dados que transformem previsões em ações públicas.
Um estudo publicado na revista Climate Risk Management revelou que a aplicação da inteligência artificial no combate ao calor extremo está desequilibrada. Enquanto 98,4% das pesquisas focam na previsão de eventos climáticos, apenas uma pequena parcela explora o uso dessas tecnologias para a preparação e resposta a emergências. O cenário é preocupante, dado que as mortes associadas ao calor nos Estados Unidos registraram um aumento de 53% entre os períodos de 2000-2009 e 2010-2020.
Para mitigar os riscos, especialistas defendem a criação de sistemas de dados mais robustos que auxiliem gestores públicos na tomada de decisões práticas. Iniciativas como a do Google, que mapeia a refletividade de telhados em mais de 50 cidades, demonstram como a tecnologia pode ser aplicada na resiliência urbana. Pesquisadores sugerem que o uso de algoritmos complexos deve ser combinado com índices simples para otimizar tanto as respostas rápidas quanto o planejamento de longo prazo.
